sexta-feira, 11 de março de 2016

Capítulo 25

Clarissa: Tudo bem, eu assino.
Na mesma hora o Luan apareceu.
Luan: Não vai assinar nada.
Camila: O que você tá fazendo aqui?
Luan: O que você acha?
Bruno: Vaza daqui.
Luan: Só saio com a minha esposa.
O Bruno partiu pra cima dele e começaram a brigar. Eu gritava pedindo pra eles pararem e a Camila ria. O Luan imprensou o Bruno na parede e começou a gritar.
Luan: LARGA DE SER OTÁRIO, NÃO DEIXA UMA MULHER DESSA FAZER TUA CABEÇA, SE VOCÊ REALMENTE GOSTA DA CLARISSA DEVE FICAR DO LADO DELA, ELA NÃO TRAIU VOCÊ, ELA NÃO FOI ME VISITAR, ELA FOI VISITAR A MINHA MÃE, LARGA DE SER IDIOTA CARA, OUVE UM POUCO O TEU CORAÇÃO.
Eles se olharam e o Luan soltou o Bruno que logo olhou com raiva pra Camila. Ela foi até uma bolsa e tirou uma arma de lá, o Bruno deu um chute na mão dela e a arma voou longe, porém com o susto ela se desequilibrou do salto e foi tentar se apoiar na janela, mas ela estava aberta então a Camila ela caiu e morreu na hora.

Os meses passaram, Luan e eu estamos morando na casa que era do Marcos, continuamos administrando a empresa juntos e os negócios estão indo melhor do que imaginávamos. Nunca mais ouvi falar do Bruno, o caso da Camila foi o mais comentado durante a semana, mas agora todo mundo já esqueceu. A Marizete está fazendo sucesso com seus quadros, abriu até uma galeria que está dando muito dinheiro. Já conversei com o Luan para eu voltar a faculdade, mesmo me dando bem na empresa o meu sonho é ser jornalista e eu não vou desistir.
Estamos no casamento da Daniela com o Guilherme e eu sou a madrinha junto com o Renato, pensei que o Luan ia surtar, mas ele aceitou de boa, acho que foi só porque o Renato tá namorando. A festa estava linda, a Dani parecia uma princesa, eu chorei rios de emoção.
Clarissa: Eu estou tão feliz por você, amiga. – abracei a Dani bem forte.
Daniela: E eu por você, graças a Deus está dando tudo certo.
Clarissa: Verdade. Aproveite muito sua vida de casada e principalmente a sua lua de mel. – pisquei pra ela e sussurrei – Use bem os meus presentinhos.
Daniela: Pode deixar que hoje o Gui vai levar muita chicotada. Começamos a rir e fomos curtir a festa.
Dancei e comi muito, depois os noivos se despediram e partiram pra lua de mel, pedi ao Luan pra ir pra casa, eu precisava contar uma coisa a ele. Assim que chegamos, tomamos um banho e caímos na cama, eu estava pronta pra contar, mas o Luan veio pra cima de mim e começou a me beijar.
Clarissa: Amor, pára... Eu preciso te contar uma coisa. – eu falava entre o beijo.
Luan: Daqui a pouco cê fala. – ele não parava de me beijar e suas mãos já percorriam meu corpo.
Clarissa: Tem que ser agora. – ele parou e sentou.
Me ajeitei e sentei e ele me olhava querendo que eu falasse logo. Peguei sua mão e beijei a palma da mesma, ele me olhou sem entender, então eu coloquei sua mão sobre minha barriga e sorri. Ele demorou pra entender, mas logo abriu o sorriso mais lindo que eu já havia visto.
Luan: Ai meu Deus, meu amor, é sério? – balancei a cabeça positivamente. Ele deu vários beijinhos na minha barriga, parecia que ia explodir de felicidade. – Não acredito, eu vou ser pai!!! Obrigado meu amor, muito obrigado por esse presente divino. – ele me abraçou forte.
Clarissa: Agora seremos uma família completa. Eu te amo tanto, Luan. – ele me soltou do abraço e segurou meu rosto fazendo um carinho na minha bochecha com o polegar.

Luan: Eu te amo muito mais, você foi a melhor coisa que aconteceu na minha vida, você e essa coisinha minúscula! – alisou minha barriga – Não consigo descrever o quanto estou feliz, sou eternamente grato a você, obrigado por mudar minha vida. – ele me abraçou novamente e voltou a me beijar, nos amamos a noite toda, adormeci com ele fazendo carinho na minha barriga, tudo estava perfeito, parecia um sonho e eu não queria acordar, finalmente estou sendo feliz, finalmente minha vida faz sentido. Eu não queria mais nada, apenas que aquele momento se eternizasse.


The End!

Obrigada a todos que lerem essa mini-fanfic. E espero contar com vocês
na próxima. Beijos! Ari. (:

quinta-feira, 10 de março de 2016

Capítulo 24

Na quarta-feira à noite eu falei pro Bruno que ia pra casa da Dani, peguei um táxi e fui à casa da dona Marizete. O jantar foi maravilhoso, havia alguns parentes do Luan, conheci todos, me senti da família, o Luan me apresentava com sua sócia e amiga, já estava ficando bem tarde.
Clarissa: Preciso ir embora, infelizmente.
Luan: Eu levo você.
Clarissa: Não precisa se incomodar.
Marizete: É claro que ele leva, é perigoso você ir sozinha há essa hora. – concordei e aceitei.
Me despedi de todos e segui o Luan até onde o carro estava, ele abriu a porta pra mim e eu entrei, fomos calados por um tempo, mas eu resolvi quebrar o silêncio.
Clarissa: Seus parentes são muito legais.
Luan: Se você gosta de gente velha. – nós rimos.
Clarissa: Adorei a noite.
Luan: Que bom que gostou! Clarissa, os papéis estão prontos.
Clarissa: Que papéis?
Luan: Do divórcio, temos que assinar amanhã.
Clarissa: Ok. – virei o rosto pra janela e fiquei pensando, eu não sei se queria mais me separar do Luan, o Bruno está muito estranho ultimamente e os momentos com o Luan tem sido ótimos, eu estava muito confusa.
Chegamos, agradeci e desci. Entrei em casa e estava tudo escuro, chamei pelo Bruno e ele não respondeu, senti uma pancada muito forte na cabeça e não lembro mais de nada.


LUAN  NARRANDO

Deixei a Clarissa em casa e dei a volta, quando estava saindo vi a Camila na janela da casa, achei muito estranho, ainda bem que ela não me viu. Escondi meu carro num lugar bem escuro e rodeei a casa, pra minha sorte a porta dos fundos estava aberta, entrei sem fazer barulho, estava tudo muito escuro, subi para o primeiro andar e ouvi vozes, havia uma porta aberta, fui andando bem devagar e parei perto da porta, encostei na parede pra ninguém me ver . A Camila e o Bruno estavam amarrando a Lissa numa cadeira, ela estava desacordada, fiquei observando tudo pra saber o que iriam fazer e pensando em que atitude eu tomaria pra ajudá-la, logo eles jogaram água na cara dela e ela acordou, fiquei quietinho observando.


CLARISSA  NARRANDO

Acordei com alguém jogando água no meu rosto, abri meus olhos com dificuldade e vi a Camila e o Bruno, eu estava amarrada.
Clarissa: O que tá acontecendo? Bruno, você tá com ela? – ela deu um tapa na minha cara.
Camila: Caladinha, vou te contar tudo, afinal somos amigas, né?! – ela falava caminhando pelo quarto – Tudo começou quando o idiota do Luan resolveu me entregar pro meu falecido ex marido, ele me pegou o traindo e me mandou embora, eu queria me vingar do Luan, então falei com uma amiga minha que o seduziu, mas ela disse que na hora H ele começou a chorar dizendo que amava a Clarissa e dormiu, isso mesmo Clarissa, eles não transaram, ela só tirou a roupa dele e a dela e dormiu e você caiu feito uma otária. – eu estava fervendo de raiva já  Meses depois o Marcos veio atrás de mim pedindo o divórcio, mas se eu desse o divórcio não teria direito a nada, então armei uma emboscada e o matei, sim Clarissa, fui eu, se ele morresse sem nos separarmos a esposa teria que ficar com tudo, ele não tinha filhos mesmo, mas aí aquele filho de uma puta deixou uma carta falando da bastarda dele, como pode isso? Primeiro você me tirou o Luan, agora tirou minha herança? Eu tenho ódio de você, garota! – eu estava impressionada com tudo aquilo, porém fiquei calada apenas ouvindo ela falar – Eu estava disposta a me vingar de você, procurei o Luan e ele não quis me ajudar, um fraco apaixonadinho, então naquele dia que você me viu na empresa eu esbarrei com o Bruno e falei pra ele toda a verdade.
Clarissa: Que verdade?
Bruno: Que você tava se encontrando com aquele idiota, como pode fazer isso? Eu amava você.
Camila: O tirei da empresa e conversamos bastante, então o instrui a seguir você e ele o fez. Quando viu que você estava na casa da mãe do Luan ele voltou correndo pra cá e me ligou pra botarmos nosso plano em prática.
Clarissa: Que plano? Vai me matar? – o Bruno virou pra Camila.
Bruno: Você prometeu que não a machucaria.
Camila: Eu não vou te matar. Você simplesmente vai assinar esse papel... – ela mostrou o papel na mão dela – Passando a empresa e a casa pro meu nome e depois vai mandar um e-mail pro gerente do seu banco passando todo o seu dinheiro pra minha conta.
 Clarissa: E se eu não quiser?
Camila: Eu mato a Marizete.
Não acredito que ela estava fazendo isso, eu teria que assinar, tenho um carinho muito grande pela Marizete. E o Bruno? Que decepção.  

quarta-feira, 9 de março de 2016

Capítulo 23

Acordei bem cedo no domingo, fiz minhas higienes, me arrumei, escrevi um bilhete pro Bruno e saí, estava decidida a ir a casa dessa pessoa, eu precisava de conselhos de alguém experiente e maduro, bati na porta, me atenderam e fui levada até a sala de jantar onde a dona Marizete estava tomando café, ela sorriu ao me ver.
Marizete: Clarissa, que surpresa, sente e tome café comigo. – puxei uma cadeira e sentei – A que devo a honra da visita? Não te vejo faz tanto tempo.
Clarissa: Passei um tempo no Rio de Janeiro, o Luan e eu terminamos como a senhora já deve saber, ando com a cabeça confusa, queria conversar com alguém. – nesse momento o Luan apareceu, deu um beijo na testa da mãe e olhou pra mim.
Luan: O que você tá fazendo aqui?
Clarissa: Vim visitar sua mãe, não sabia que você tava aqui, já tô indo. – levantei.
Marizete: Não, pode ficar querida. – o Luan pegou uma maçã.
Luan: Pode ficar aí, vou pro meu lugar mãe. – e saiu.
Clarissa: Não sabia que ele tava aqui. – sentei novamente.
Marizete: Ele está morando comigo desde que você se foi, ele me conta tudo, sei que é filha do Marcos, sei que está namorando, sei que brigaram no carro do Luan, sei tudo. – baixei a cabeça com um pouco de vergonha – Também sei de coisas que não me contaram.
Clarissa: Tipo o que?
Marizete: Sei que meu filho ama você e sei que você o ama também, vejo em seu olhar.
Clarissa: Quem ama não trai.
Marizete: Não vou defendê-lo por ser meu filho, mas você já parou pra ouvi-lo?
Clarissa: Não preciso ouvir mentiras, eu vi tudo.
Marizete: Certeza que viu tudo? Não estou dizendo que meu filho é inocente, mas se ele tivesse traído você ele seria honesto, teria pelo menos me dito, o Luan não mente pra mim.
Clarissa: Tem certeza?
Marizete: Sei que era uma acompanhante de luxo que fez um acordo para se casar com o Luan, sei também que ele ficava com aquela ex-esposa do Marcos, que Deus o tenha. – fiquei impressionada – Clarissa, sei que está magoada, mas você precisa parar pra analisar os fatos, você está com esse rapaz para esquecer meu filho, mas está adiantando? E você acha certo usar uma pessoa que não tem nada haver com vocês? Meu filho está bebendo muito, ele sai e só chega no outro dia, ele fazia isso antes mas agora está pior, quando você estava com ele o Luan se tornou uma pessoa melhor. Não estou pedindo pra que volte pra ele, apenas peço que o ouça, e ouça o seu coração também, esqueça um pouco da raiva e da razão, dê um pouco de ouvidos ao sentimento.
Concordei e fiquei pensando no que ela havia dito, ela tinha razão. Tomamos café e ela me chamou pra passear em seu jardim, andamos um pouco por lá, era muito grande e bonito, um pouco distante avistei o Luan.
Clarissa: O que ele está fazendo?
Marizete: Tiro ao alvo, ele faz isso desde pequeno. Vá lá ver, vá falar com ele, quebre esse clima entre vocês.
Clarissa: Não sei.
Marizete: Nossa conversa foi em vão?
Balancei a cabeça negativamente e fui até lá, notei vários alvos, alguns mais perto, outros mais distantes, quando me aproximei ele tirou uma flecha de uma espécie de mochila que estava em suas costas, posicionou no arco e atirou, ele acertou bem no meio do alvo.
Clarissa: Uau, você é bom. – ele olhou pra mim e sorriu de lado – Não sabia que você gostava disso.
Luan: Tem muita coisa sobre mim que você não sabe. – respirei fundo mas continuei.
Clarissa: Não é um esporte meio antigo?
Luan: Sim, mas foi o único que me chamou atenção realmente, gosto de futebol e outros esportes, mas esse é a minha paixão. Quer tentar? – ele me olhou.
Clarissa: Eu?
Luan: É, ou você tenta atirar ou eu boto uma maçã na sua cabeça como alvo – começamos a rir.
Clarissa: Vou tentar então.
Ele me deu o arco e eu segurei, peguei uma flecha e tentei posicionar, mas eu era muito desajeitada, então ele ficou por trás de mim e me ajudou, senti seu corpo junto ao meu e aquilo me causou arrepios, juro que senti minha perna tremer, nem preciso mencionar que as borboletas do meu estômago estavam a mil, né?! Ele segurou minha mão e me ensinou a posicionar a flecha no arco, e me mandou puxar a flecha pra trás esticando a linha do arco, segurei firme e ele soltou minha mão, continuei segurando o arco e a flecha.
Luan: Agora mire e solte. – mirei, soltei e acertei na linha preta do alvo – Muito bom pra uma iniciante.
Clarissa: Foi divertido. – ele continuava atrás de mim e eu virei de frente pra ele, estávamos rindo e nossos olhares se encontraram, ficamos nos olhando por um tempo e fomos nos aproximando, até que meu celular toca no meu bolso, era o Bruno, desliguei, depois eu iria retornar.
Luan: Era o meu urso? – ele riu e se afastou de mim.
Clarissa: Não fala assim.
Luan: Por que não atendeu?
Clarissa: Não quis. Luan, quero atirar mais vezes.
Luan: Pode vim sempre que quiser, contanto que venha sozinha, não me simpatizo com seu namorado.
Clarissa: Certo, tenho que ir. – estava indo quando ele me chamou, meu coração acelerou.
Luan: Clarissa!
Clarissa: Sim?
Luan: Os papéis do divórcio já estão em andamento. – senti um aperto e dei um sorriso de lado meio triste.
Clarissa: Certo. – virei e fui embora.

Fui pra casa e o Bruno tava deitado na cama vendo TV.
Bruno: Onde você tava?
Clarissa: Te deixei um bilhete avisando que fui andar um pouco.
Bruno: Eu li, mas você ficou esse tempo todo andando por aí?
Clarissa: Foi, parei numa padaria e comi alguma coisa também.
Bruno: Hum.
Clarissa: Vou tomar um banho. – tomei um banho bem demorado pensando na minha manhã com o Luan. Passei o dia vendo TV com o Bruno, sem pegação, apenas assistindo.

No dia seguinte fomos trabalhar, na minha mesa havia uns papéis que eu não entendi muito bem o que significava, resolvi pedir ajuda, abri a porta do Luan sem bater e a Camila estava lá, eles estavam discutindo, não ouvi direito o motivo da discussão porque eles perceberam a minha presença e pararam de falar.
Clarissa: Desculpe, não sabia que estava ocupado. – virei pra ela – Camila, querida, a que devo a honra da sua visita a minha empresa?
Camila: Sem falsidade pro meu lado, por favor.
Clarissa: Eu? Falsa com você? Pensei que fôssemos amigas, afinal frequentávamos o mesmo salão, não é mesmo? – comecei a rir e ela se aproximou de mim com raiva.
Camila: Pode rir a vontade, Clarissa, ria enquanto pode. – e saiu batendo a porta com força.
Camila: Nossa, tô morrendo de medo dela. – falei rindo.
Luan: Ela ainda acha que tem direito a alguma coisa, coitada.
Clarissa: E o que ela veio fazer aqui?
Luan: Ela quer que eu dê um jeito de tirar você da empresa, quer dinheiro, quer abusar de mim sexualmente, essas coisas. – rimos – E você, o quer?
Clarissa: Ah, não tô entendendo muito bem o que esses papéis querem dizer. – entreguei os papéis a ele e sentei na sua frente, ele começou a me explicar tudo o que eu precisava saber – Valeu mesmo, agora entendi tudo.
Luan: Parece complicado, mas é bem simples, qualquer dúvida pode vim falar comigo. – balancei a cabeça positivamente e levantei – Ah, Clarissa, quarta-feira é aniversário da minha mãe, você não quer jantar com a gente? Ela gosta muito de você.
Clarissa: Darei um jeito de ir.
Voltei pra minha sala e o Bruno não estava lá. Terminei meu trabalho e já estava na hora de ir, porém nada do Bruno aparecer, liguei mil vezes e só dava desligado, fiquei preocupada, mas fui pra casa, ele podia ter se sentido mal e foi pra casa, mas quando cheguei lá não havia ninguém, tentei ligar de novo e continuava desligado. Meia-hora depois ele chega.
Clarissa: Onde você estava?
Bruno: Fui resolver umas coisas minhas.
Clarissa: E por que não me avisou?
Bruno: Era urgente, Clarissa.
Clarissa: Podia ter deixado o celular ligado.
Bruno: Descarregou.
Clarissa: Hum, ok. Vou fazer algo pra gente jantar.
Bruno: Já comi na rua. – ele subiu, tomou um banho e deitou.
O Bruno estava muito estranho e eu iria descobrir o motivo. Fiz um sanduíche, comi e fui dormir.

Capítulo 22

LUAN  NARRANDO

Depois que a Clarissa falou que tava namorando eu parti pro bar e bebi muito, fiquei com duas mulheres e acabei trasando com uma lá mesmo, fui pra casa e dormi pra caramba, acordei atrasado pro trabalho e com uma dor de cabeça muito forte, fiz minhas higienes, tomei um remédio, me vesti e fui pra empresa, meu humor não estava nada bom, assim que cheguei dei de cara com a Clarissa e um mauricinho, passei direto mas ela falou.
Clarissa: Educação mandou lembranças.
Luan: Fala pra ela que depois eu mando uma carta.
Clarissa: Alguém levantou do lado esquerdo da cama hoje. – ela riu.
Luan: Clarissa, eu não tô com paciência pras suas gracinhas.
Clarissa: Que bicho te mordeu, garoto? – a ignorei e virei pro cara.
Luan: Quem é você?
Bruno: Sou o Bruno, namorado e assistente da Clarissa.
Luan: Ah, o meu urso.
Clarissa: Deixa de falar besteira.
Luan: Aproveitem bem a minha empresa.
Clarissa: NOSSA empresa.
Luan: Isso, madame, com licença. – saí dali e me tranquei na minha sala, passei o dia todo lá sem sair pra nada, não queria ver a cara daqueles dois, além de namorar estando casada comigo ela ainda ousa trazer esse idiota pra trabalhar na minha empresa, esperava mais dela.



CLARISSA  NARRANDO

Era um lindo sábado de sol e eu chamei a Dani e o Gui pra passarem o dia comigo, estávamos na piscina, os meninos faziam um churrasco e conversavam sobre o jogo de ontem e nós ficamos tomando sol pra ficarmos bronzeadas. Contei tudo o que aconteceu pra ela que ficou boquiaberta.
Daniela: Ai meu Deus, quanta coisa, você ficou rica de uma hora pra outra.
Clarissa: Né?!
Daniela: Escolhi a madrinha certa. – nós rimos.
Clarissa: Safada! E o seu trabalho? – ela tá trabalhando em um jornal.
Daniela: Está indo muito bem. – ela pegou a bolsa e tirou uns jornais de lá – Veja as minhas matérias! *-*  peguei os jornais e li algumas matérias, todas muito boas.
Clarissa: Arrasou, vou passar a comprar jornal agora.
Daniela: Acho bom. – nessa hora o Bruno nos levou um prato com carne, me deu um selinho e saiu – Amiga, você tem certeza que quer o divórcio?
Clarissa: Claro que tenho, por que a pergunta?
Daniela: Você não ama o Bruno.
Clarissa: Por que tá dizendo isso?
Daniela: Porque você não olha pra ele como eu olho pro Guilherme, você não olha pra ele como você olha pro Luan.
Clarissa: Cê tá falando besteira.
Daniela: Minta pra quem quiser, mas não minta pra si mesma.
Ela mergulhou na piscina e eu fiquei pensando nas palavras dela, o Guilherme entrou na piscina e eles ficaram brincando, lembrei de mim com o Luan na piscina da casa de praia, foi impossível não sorrir, fiquei perdida em meus pensamentos até que ouvi o Bruno me chamar.
Bruno: Tá sonhando acordada? – ele sentou ao meu lado.
Clarissa: Não, só tava observando eles dois, são lindos juntos.
Bruno: São mesmo, assim como nós dois. – ele segurou meu queixo e me beijou, parei com um selinho e deitei a cabeça no seu ombro. 
A noite chegou e a Dani e o Gui foram embora, tomei um banho, vesti uma roupa leve e fui pra cozinha, estava preparando o jantar quando o Bruno chegou me abraçando por trás.
Bruno: O que cê tá fazendo?
Clarissa: Algo pra gente comer. – falei baixo e sem olhar pra ele.
Bruno: Aconteceu algo? Você tá estranha. – balancei a cabeça negativamente – Tô com fome de você. – falou beijando meu pescoço, me arrepiei.
Clarissa: Agora não, Bruno. Tô ocupada.
Bruno: Agora sim!
Ele me virou de frente pra ele e me beijou, correspondi largando a faca que estava na minha mão, o beijo ia ficando cada vez mais quente, então ele me segurou e me sentou no balcão ficando entre as minhas pernas, ele foi descendo os beijos pelo pescoço enquanto abaixava a alça do meu vestido, ele baixou a parte de cima do meu vestido até minha cintura e começou a chupar meus seios, chupava um enquanto apertava o outro e depois revesava e eu mordia meus lábios querendo muito mais, então ele me tirou do balcão, tirou meu vestido e me virou de costas, abaixou ficando de joelhos, afastou minhas pernas, botou minha calcinha para o lado e começou a chupar minha intimidade, eu apertava meus peitos enquanto ele chupava, ele parou e eu ia reclamar até que ele levantou, colocou seu membro pra fora da bermuda, levantou uma perna minha e a colocou em cima do balcão, ficamos assim por muito tempo até que ele gozou e tirou seu membro, senti seu gozo escorrer um pouco na minha perna, ele me deu um beijo e mordeu meu lábio. Logo sentimos um cheiro de queimado, pelo visto não tinha sido só nós que pegamos fomos, a minha carne também.

Capítulo 21

LUAN  NARRANDO

Seis meses se passaram desde que a Clarissa se foi, eu sofri bastante, mas decidi que não iria mais sofrer, eu sou Luan Rafael Domingos Santana e não vou ficar me isolando e chorando por causa de uma mulher que não tá nem aí pra mim. Há quatro meses voltei a sair à noite, pego várias, tô recuperando o tempo perdido, nunca mais ouvi falar da Clarissa, mas sempre lembro dela, só tento me conformar porque sei que ela não vai mais voltar. Havia acabado de chegar na minha empresa, entrei no meu escritório e a Marisa veio atrás.
Marisa: Bom dia, a pessoa que vai assumir o lugar do Senhor Marcos chegará em dez minutos, a sala de reuniões já está pronta.
Luan: Certo, obrigado.
Ela saiu e eu fiquei pensando em quem seria o herdeiro do Marcos, por uns instantes pensei que fosse a Camila, mas acho que ele não faria isso. Fui para sala de reuniões e fiquei esperando, quando a porta abriu eu não acreditei no que vi, era a Clarissa. Estava linda, mudou o cabelo, suas roupas estavam diferentes, mas sérias, ela parecia uma mulher madura, mas em seu olhar pude ver que ela era a mesma Clarissa, a minha Clarissa.



Luan: Clarissa? – não pude evitar meu sorriso.
Clarissa: Olá Luan. – ela estendeu a mão para que eu apertasse, o fiz e desfiz meu sorriso.
Luan: Que surpresa! – virei pro Roberto e apertei a mão dele – Como vai? – virei pra Clarissa novamente – Pensei que nunca mais a veria novamente.
Clarissa: Acostume-se, me verá todo dia agora, assumirei o lugar do Marcos.
Luan: O quê? Por que você?
Clarissa: Sou filha dele. – fiquei muito surpreso com isso, ela me contou tudo, agora eu sabia porque ele olhava tanto pra ela.
Luan: Então seja bem-vinda, sócia!
Clarissa: Obrigada. Tem outro assunto que eu quero tratar com você.
Luan: Diga.
Clarissa: O divórcio.
Luan: Tem certeza que quer isso?
Clarissa: Sim. – ela parecia bem firme, virei pro Roberto.
Luan: Pode nos deixar a sós? – ele saiu da sala e eu me aproximei da Clarissa – Senti sua falta.
Clarissa: Cada um com seus problemas. – ela se afastou e eu a puxei pelo braço colando seu corpo no meu, pude sentir seu cheiro, como senti falta daquele perfume – Me solte, Luan.
Luan: Pra que jogar tudo o que vivemos no lixo?
Clarissa: Tudo o que vivemos foi uma mentira, desde o começo.
Luan: Pode ter sido uma mentira no começo, mas meu sentimento por você agora é verdadeiro, e sei que o seu por mim também é.
Clarissa: O meu sentimento por você morreu quando te vi na cama com aquela vagabunda. – ela me empurrou com força se afastando de mim.
Luan: Clarissa, sobre aquela noite, eu não me lembro de ter transado com aquela mulher, acredite em mim.
Clarissa: Eu acredito no que eu vi. E, olha, eu não quero mais saber desse assunto, ok? Só fale comigo se for algo sobre a empresa ou sobre o divórcio. – ela virou pra ir embora.
Luan: Você que sabe, Clarissa.
Clarissa: Tenha um bom dia. – ela saiu e eu fiquei lá me sentindo um idiota, eu devia ter a beijado, mas agora vai ser mais fácil reconquistá-la, a verei todos os dias, pude ver em seu olhar que ela ainda me ama.


CLARISSA  NARRANDO

 Acordei cedo, fiz minhas higienes, me vesti, pedi pro Bruno cuidar da casa, fazer compras e resolver as coisas do nosso trabalho e da minha faculdade, iremos nos demitir e eu trancarei a faculdade, tenho que me dedicar a empresa agora, o Bruno será meu assistente, ah ele também vai resolver como vai trazer o Thor pra cá. Deixei o Bruno com essas bombas pra resolver e fui me encontrar com o Roberto, de lá fomos pra empresa, meu estômago queimou ao ver o Luan (malditas borboletas), mas segui firme, ele ficou surpreso em me ver e mais surpreso ainda com a noticia de que eu trabalharia com ele agora, falei do divórcio e ele não gostou nada, o Roberto saiu e nós ficamos sozinhos, e ele me puxou colando nossos corpos, fiquei muito nervosa mas não demonstrei, ele veio com um papo de sentimento e de que não me traiu, fiquei com muita raiva o empurrei e saí dali, pedi pra Marisa me mostrar minha sala e me deixar a par da situação da empresa, nunca lidei com esse tipo de coisa mas iria me esforçar. Terminei minha parte por hoje e fui pra casa, já estava escurecendo, as pessoas largavam de seus trabalhos então estava difícil de passar um táxi vazio, quando vejo um carro para do meu lado, era o Luan, ela abaixou o vidro.
Luan: Entra, eu te levo, vai chover.
Clarissa: Não vai não. – no mesmo instante começou a cair um toró, entrei rapidamente antes que ficasse toda molhada – Obrigada.
Luan: De nada, tá morando na casa do Marcos?
Clarissa: A casa agora é minha.
Luan: Muito grande pra você morar sozinha, não acha?
Clarissa: Moro com meu namorado. – ele deu uma freada e virou pra mim.
Luan: Você tá namorando? – pude ver raiva e tristeza nos seus olhos.
Clarissa: Sim, nos conhecemos no Rio.
Luan: Clarissa, ainda somos casados.
Clarissa: Por isso pedi o divórcio.
Luan: Você é tão hipócrita.
Clarissa: O quê?
Luan: Isso, me julgou tanto e olha só, você tá me traindo.
Clarissa: Não estamos mais juntos eu fui fiel ao nosso sentimento, mas acabou.
Luan: Eu sou um idiota mesmo, um burro.
Clarissa: Concordo.
Luan: Você é uma vagabunda.
Clarissa: Mais respeito, Luan Rafael! – havia parado de chover.
Luan: Se dê ao respeito primeiro, se queria tanto ficar com outro por que não pediu o divórcio antes?
Clarissa: Por que eu não queria olhar pra sua cara.
Luan: Adiantou alguma coisa? Você agora vai me ver todos os dias, Clarissa.
Clarissa: Infelizmente. Agora me dê licença que eu tenho mais o que fazer. – saí do carro e bati a porta, na mesma hora um táxi passou e eu o peguei, não estava acreditando em tudo que o Luan falou, uma hora diz sentir algo por mim, outra hora me chama de vagabunda, vai entender esse garoto, ele vai se arrepender por isso. Cheguei em casa e senti um cheiro bom, fui até a cozinha e o Bruno estava lá.
Clarissa: Hum, que cheiro bom. – tirei meu blazer e sentei numa cadeira.
Bruno: Lasanha congelada. – nós rimos e ele tirou a lasanha do micro-ondas, comemos e ficamos satisfeitos. Contei tudo o que havia acontecido, inclusive da briga com o Luan, o Bruno ficou com muita raiva dele, mas eu o acalmei, depois ele me contou tudo o que ele resolveu.
Clarissa: Tô tão cansada e o cansaço aumenta só de pensar que tenho que subir escadas pra chegar no quarto.
Bruno: Xô preguiça, xô preguiça. – ele ficou cantando e nós começamos a rir.

Subimos pro quarto, e resolvemos tomar um banho de banheira na suíte, ficamos lá relaxando, depois nos vestimos e fomos dormir, amanhã o Bruno iria começar na empresa como meu assistente, nem quero imaginar como vai ser quando os dois se encontrarem.

segunda-feira, 7 de março de 2016

Capítulo 20

No dia seguinte o Bruno e eu pegamos o voo pra São Paulo bem cedo. Quando chegamos liguei pro tal advogado e ele me deu o endereço do seu escritório, queria saber logo do que se tratava, então pegamos um táxi e fomos logo. Chegando lá ele me atendeu e pediu pra falar comigo em particular, o Bruno ficou esperando e eu entrei na sala com ele.
xxxx: Dona Clarissa, eu sou o Roberto, advogado do Senhor Marcos, como a senhora deva saber ele morreu há três dias, mas dois meses antes de morrer ele me entregou uma carta e disse pra eu entregá-la a você quando ele morresse. – olhei pra ele sem entender nada e ele me entregou um envelope, tirei a carta e comecei a ler.

“Querida Clarissa.
Você deve estar achando tudo isso muito estranho, mas eu vou explicar tudo. Quando eu era mais novo conheci uma mulher, Margarete, e me envolvi com ela, era uma mulher de uma beleza exuberante, nos apaixonamos e ela acabou engravidando, mas eu não soube de sua gravidez. Eu era casado com a minha primeira esposa, então nosso caso era escondido, mas de alguma forma minha esposa descobriu e foi atrás da moça e a ameaçou, ela disse a Margarete que se tornasse a me procurar ela mataria a criança. Margarete com medo fugiu pra bem longe. Eu só soube disso no leito de morte da minha esposa, ela me contou tudo e me pediu perdão, por causa dela eu nunca conheci meu filho. Mas no dia do enterro do Amarildo eu vi você, você era igualzinha a Margarete, eu achei que era loucura da minha cabeça, mas na festa eu tive certeza, você é a minha filha, Clarissa. Você pode achar isso loucura, infelizmente não tenho como te provar pois não te achei, o Luan não quis me falar onde você estava, mas eu não preciso de provas, meu coração sabe que você é minha filha, minha única filha e herdeira de todos os meus bens. Infelizmente não posso te abraçar, não posso ver sua reação, mas saber que eu te vi e te toquei pelo menos uma vez já me deixa muito feliz. Agora você sabe quem era seu pai e quem era sua mãe, se ainda duvida pega a única foto que eu tinha da Margarete e veja o quanto são parecidas. Você é fruto de um amor verdadeiro, Clarissa. Pode ser tarde demais pra dizer isso, mas eu te amo filha.
Com amor, Marcos.”

Quando terminei de ler percebi que eu estava chorando, como pode? Eu era órfã e agora me aparece essa, só podia ser mentira. Tirei a foto do envelope e analisei a foto, realmente eu era a cara dela. O que eu faria agora? Até uns minutos atrás eu era uma jornalista iniciante correndo atrás dos seus sonhos e agora sou herdeira de uma fortuna.



Roberto: Não chore, você agora é rica.
Clarissa: Você sabia disso tudo?
Roberto: Sim, ele me contou tudo, sou a única pessoa em que ele confiava. Ele ia deixar uma parte pra Camila, mas depois da confusão toda ele deixou tudo pra você.
Clarissa: Não sei se tô pronta pra isso.
Roberto: Você agora é dona da casa, de toda a fortuna e da parte dele na empresa.
Clarissa: O quê? Eu sou da empresa agora? A empresa do Luan?
Roberto: Não da empresa toda e sim da parte dele, que é uma parte grande também. – pensei direitinho, seria um grande retorno, um choque pra todos, principalmente pro Luan e pra Camila, eu retornaria muito poderosa.
Clarissa: Tudo bem, eu vou assumir tudo isso. Ah, Roberto.
Roberto: Sim?
Clarissa: Já que meu pai confiava em você, você será meu advogado e seu primeiro trabalho pra mim será cuidar do meu divórcio.
Roberto: Certo. – ele abriu a gaveta e me deu uma chave – Essa é a chave da casa, você já sabe onde fica, ela é sua. – peguei e agradeci.

Apertei sua mão e fui embora, no caminho contei tudo pro Bruno que ficou sem acreditar. Chegamos a casa enorme que estava vazia, nem empregados haviam mais, nos acomodamos e tiramos um cochilo, demorei pra conseguir dormir só pensando no meu retorno a empresa, como pode isso? Quando eu estava conseguindo esquecer o Luan o destino dá um jeito de fazer a gente se reencontrar, eu não sei se estava preparada pra isso, a ansiedade estava tomando conta de mim.

Capítulo 19

LUAN  NARRANDO

Já faz um tempo que a Clarissa foi embora e está cada dia mais difícil, a Camila vem aqui quase todo dia querendo ficar comigo mas eu mando ela desaparecer, ando carente pra caramba mas não quero uma mulher como ela. A Clarissa não me atende mais, não responde minhas mensagens e isso está sendo torturante. Não tenho ido a empresa, resolvo tudo aqui mesmo por e-mail, passo o dia vendo TV e tomando cerveja, não sei o que diabos estou fazendo com a minha vida, eu preciso da Clarissa de volta.


CLARISSA  NARRANDO

Passei o sábado e o domingo trancada em casa evitando o Bruno, mas a segunda chegou e nos veríamos no trabalho, eu saí mais cedo pra não vê-lo. Cheguei bem cedo no trabalho e fui pra minha sala, 30 minutos depois ele entrou.
Bruno: Posso falar com você? – concordei com a cabeça e ele fechou a porta Por que tá me evitando?
Clarissa: Vou ser direta com você, eu sou casada. – ele me olhou assustado.
Bruno: Por que nunca me falou?
Clarissa: Terminamos, mas ainda sou casada no papel.
Bruno: O que é um papel comparado a um sentimento?
Clarissa: Mas eu não sinto nada por você, Bruno.
Bruno: Certeza? Não foi o que pareceu na sexta.
Clarissa: Aquilo não devia ter acontecido.
Bruno: Mas aconteceu, e você gostou.
Clarissa: Gostei, mas não pode se repetir.
Bruno: Por que não? Vocês terminaram, só não se divorciaram ainda.
Clarissa: Mas eu não quero fazer com ele o que ele fez comigo.
Bruno: O quê?
Clarissa: Trair, ele me traiu!
Bruna: Então você já fez isso e, olha, um cara que trai a mulher não a merece! – ele se aproximou de mim e segurou meu rosto Homem não trai, quem trai é moleque, então me deixa fazer você esquecer esse moleque, deixa eu te provar que sou um homem, me deixa te fazer feliz. – ele me beijou e eu correspondi, eu não queria usar o Bruno, mas ele podia me ajudar a esquecer o Luan. Isso parecia ser muito errado, mas não custava tentar, eu quero esquecê-lo e, como dizem, só se cura um amor com outro.


6 MESES DEPOIS

Muita coisa mudou nesse tempo, o Bruno e eu saímos da WebTV e estamos trabalhando em uma emissora local, com o tempo vamos crescendo, ah estamos namorando há cinco meses, consegui transferência e estou fazendo a faculdade aqui, o Luan nunca mais me procurou, tudo está perfeito. A Dani me ligou há dois dias dizendo que o Marcos, ex marido da Camila, havia sido assassinado, não liguei muito, eu não gostava dele mesmo. Ah, a Dani e o Gui estão noivos e eu sou a madrinha, haha.
Eu estava me arrumando pra sair com o Bruno quando meu celular tocou, não conheci o número, mas era de São Paulo.

Clarissa: Alô?
xxxx: Senhora Clarissa Andrada Santana?
Clarissa: É ela, quem é?
xxxx: Eu sou um advogado que precisa tratar de um assunto muito delicado com a senhora.
Clarissa: Que assunto?
xxxx: Só posso falar pessoalmente.
Clarissa: Mas eu estou no Rio de Janeiro.
xxxx: A Senhora tem dois dias pra comparecer ao meu escritório.
Clarissa: Tudo bem, qualquer coisa eu retorno.

Fiquei pensando no que poderia ser, até que o Bruno chegou, contei tudo pra ele.
Bruno: Pode ser sobre o divórcio.
Clarissa: Você acha?
Bruno: O que mais seria?
Clarissa: Não faço ideia.
Bruno: Talvez ele não queira te falar, então mandou um advogado.
Clarissa: E por que ele não me disse que se trata do divórcio?
Bruno: Acho que pra fazer suspense.
Clarissa: Então, você acha que eu devo ir?
Bruno: Sim e eu vou com você!