sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Capítulo 10

LUAN  NARRANDO


Apesar de já esperar por aquilo eu fiquei em choque quando soube da morte do meu pai, a Clarissa cuidou da empresa por mim e eu fui ao hospital ficar com minha mãe, ela me abraçou forte e chorou no meu ombro, ela amava muito o meu pai, eles eram casados há 30 anos, a levei pra casa pra ela descansar e fui na funerária, resolvi tudo sobre o enterro e fui pra casa. Quando cheguei a Clarissa estava no sofá assistindo TV, tirei meu terno e minha camisa e sentei ao lado dela, eu não havia chorado em momento algum, nem no hospital com a minha mãe, tentei ser forte o tempo todo, mas quando sentei naquele sofá minhas forças foram embora, apoiei meus cotovelos nas minhas pernas, deitei o rosto nas minhas mãos e comecei a chorar, a Lissa me puxou me fazendo deitar no colo dela, ela não falava nada, apenas ficava ali fazendo carinho na minha cabeça e aquilo era o suficiente pra mim, acabei adormecendo ali mesmo no colo dela.



CLARISSA NARRANDO


O velório havia começado às 9:00 horas e o enterro seria às 10, o Luan ficava o tempo todo ao lado da mãe e eu achava aquilo muito lindo, as pessoas iam chegando aos poucos, todas que chegavam iam cumprimentar o Luan e a Dona Marizete, quando olho para entrada do cemitério vejo a perua da Camila chegando de braços dados com um homem bem mais velho que ela, devia ser o seu marido, a perua olhou pra mim com cara de nojo e eles foram desejar os pêsames ao Luan e a mãe dele e depois ficaram aguardando o enterro, o marido da Camila estava de óculos escuros, mas eu podia jurar que seus olhos estavam fixos em mim, espero que tenha sido impressão. O enterro foi rápido, logo fomos pra casa. O Luan havia acabado de sair do banho, botou uma box e deitou na cama, fui até ele.
Clarissa: Quer que eu prepare algo pra você comer?
Luan: Não, valeu, não precisa se preocupar.
Clarissa: Tem certeza?
Luan: Sim. Olha, obrigado por tudo, mesmo.
Clarissa: De nada, pode contar comigo. – sorri pra ele e fui tomar banho.



DANIELA NARRANDO


Era a noite de comemoração dos meus 3 anos de namoro com o Gui, comprei uma fantasia de enfermeira, mas na verdade estava com um pouco de vergonha de usar, o Gui e eu já fizemos muitas coisas, mas eu nunca vesti uma fantasia. Estávamos em um motel, me tranquei no banheiro para me arrumar e o Gui ficou me esperando na cama, eu já estava há um tempo no banheiro esperando dar coragem.
Guilherme: Amor, sai daí vai.
Daniela: Já tô indo. – criei coragem, abri a porta e saí, quando ele me viu seu queixo caiu, parei na sua frente e falei com voz sexy – Alguém aqui precisa de cuidados?
Guilherme: Desse jeito eu vou ter um ataque do coração, vem cuidar do seu paciente.
Fui até a cama e deitei sobre ele, começamos a nos beijar, ele botou a mão na minha bunda e apertou a mesma, eu já conseguia sentir seu membro criando vida, até que ele falou.
Guilherme: Doutora, vem aqui! – e deu um sorriso malicioso.
Saí de cima dele, e num segundo de distração estava com ele em minhas mãos.
Guilherme: Assim vou querer ficar sempre doente.
Ele botou meu cabelo pro lado e ficou me observando, continuei meu trabalho por ali e logo depois levantei e o beijei, ele pediu pra que eu ficasse de 4 e eu o fiz, com uma agilidade incrível ele começou a brincar com minha intimidade e eu gemia baixinho. Ficamos um tempo nessa posição, depois fizemos muitas outras e fomos aproveitar a hidro. Foi uma noite perfeita, fora que eu ganhei flores e uma carta metro feita a mão, meu namorado é o melhor do mundo e o mais gostoso.



2 MESES DEPOIS
LUAN   NARRANDO


Nunca imaginei que a minha vida mudaria tanto em tão pouco tempo, tenho trabalhado feito um louco desde a morte do meu pai, não saio mais à noite devido ao cansaço, a única mulher que fico agora é a Clarissa, acho que estou gostando dela de verdade, ela anda bem ocupada também, conseguiu um estágio em uma TV e está estudando muito. Todo dia saímos pela manhã e só chegamos à noite super cansados, fazemos sexo raramente e isso está me deixando maluco. Nos finais de semana costumamos ficar em casa descansando ou saímos para comer algo e quando ela quer nós fazemos sexo, já pensei em voltar a sair pelo menos nos sábados, mas algo me impede de fazer isso. Sabe quando sua cabeça fala uma coisa, mas o coração diz outra? Eu estou seguindo meu coração, só não sei por quanto tempo. Era sexta à noite e eu estava jogando vídeo game na sala quando a Clarissa chegou.
Clarissa: ADIVINHA QUEM ESTÁ DE FÉRIAS? – ela falou pulando na minha frente.
Luan: Parabéns, amor. Agora sai da frente senão eu vou perder. – falei com os olhos fixos na TV.
Clarissa: LUAN RAFAEL, EU TÔ FALANDO COM VOCÊ!
Luan: Rapidão, calma!
Clarissa: Eu desafio você. – disse e cruzou os braços.
Luan: O quê? – continuei jogando.
Clarissa: Vou jogar contra você, se eu ganhar você me dá atenção, se eu perder você pode passar a noite toda nisso aí.
Luan: Eu topo! – olhei surpreso pra ela e sorri, ela sentou ao meu lado e pegou o outro joystick, íamos jogar futebol.
Clarissa: O que eu tenho que fazer? – comecei a rir.
Luan: Ô bobona, você tem que fazer gol, né?!
Clarissa: Ah, sei lá, podia ser de outro jeito, seu chato.
Iniciei o jogo, começamos a jogar, ela começou a apertar todos os botões descontroladamente, eu ria muito da cara dela.
Luan: Amor, calma, assim você pode quebrar e levar um GOOOOOOOOOOL! – eu havia feito o primeiro gol, ela me olhou com raiva e eu mandei um beijo, continuamos a jogar. – Ainda dá tempo de desistir, amor.
Clarissa: Cala a boca! – continuei jogando e estranhei, pois ela começou a jogar bem, logo levei um gol por um vacilo meu. – GOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOL! TOMA ESSA, OTÁRIO!
Luan: Calma, o jogo ainda não acabou, eu me descuidei por 1 minuto.
Clarissa: Uhum, tá!
Voltamos a jogar e ela continuou indo bem, eu não queria deixar ela ganhar, mas ao ver cara dela jogando eu mudei de ideia, ela mordia a boca de uma forma engraçada e seu olhar seguia cada jogador, ela pulava quando estava perto de fazer um gol e eu estava achando aquilo lindo, tem algo nessa mulher que nunca encontrei em mulher nenhuma, resolvi deixar ela ganhar.
Clarissa: GOOOOOOOOOOOOOOOL! – ela levantou e começou a pular.
Luan: Parabéns, agora me tem todinho pra você. – sorri.
Clarissa: Você é muito fraco, hahaha. Mas enfim, passei com notas muito boas, estou indo rumo ao segundo período. – ela falou super feliz.
Luan: Você me enche de orgulho. – a puxei pro meu colo. – Tem quanto tempo de férias.
Clarissa: Duas semanas, apenas. – ela fez biquinho triste.
Luan: Temos que aproveitar então. – na mesma hora meu celular tocou, era a minha mãe.

L: Oi mãe.
M: Meu filho, como você está?
L: Bem e a senhora?
M: Eu estou com saudades, liguei para fazer um convite a você e a sua esposa. Venham jantar comigo amanhã.
L: Claro, mãe, estaremos aí amanhã.
M: Ficarei muito feliz, mande um beijo pra Helena.
L: Certo, até amanhã, mãe.

Desliguei o celular e virei pra Clarissa.
Luan: Vamos jantar na casa da minha mãe amanhã, tudo bem pra você?
Clarissa: Claro. Sua mãe deve se sentir sozinha.
Luan: Eu sei, ela tem se dedicado a pintura, isso tem a ajudado bastante, mesmo assim me preocupo com ela.
Clarissa: Já que estou de férias eu podia passar um tempo com ela, pra ela ter com quem conversar.
Luan: Você existe? – ela sorriu e eu a beijei. – Aposto que ela vai ficar muito feliz.
Clarissa: Espero que sim.
Luan: Tá com fome?
Clarissa: Morrendo.
Peguei meu celular e liguei pra pizzaria, passamos a noite vendo filmes e comendo e fomos dormir quase de madrugada.

Capítulo 09

CLARISSA  NARRANDO


Acordei com o despertador do meu celular tocando, o peguei e desliguei. Senti um peso sobre meu corpo, olhei e era o braço do Luan, na mesma hora lembrei da noite passada e pensei “O que foi que eu fiz?”, não que eu não tenha gostado, na verdade foi incrível, mas eu nunca imaginei que faria isso com o Luan, jurei pra mim mesma que nunca ficaria com ele por ele ser um galinha e olha só pra mim, tô completamente nua ao lado dele. Ele começou a se mexer, abriu um pouco os olhos, olhou pra mim e sorriu.
Luan: Bom dia!!
Clarissa: Bom dia, preciso me arrumar.
Levantei e fui fazer minhas higienes, me vesti e coloquei a camisa da facul, prendi meu cabelo num rabo de cavalo e fui pra cozinha, o Luan chegou logo em seguida todo perfeito com uma toalha enrolada na cintura e com o corpo e cabelo molhados, ele me deu um selinho, pegou uma maçã e foi se arrumar. Tomei meu café e ele apareceu já pronto, estava lindo de terno, pois ia trabalhar, saímos de casa.
Clarissa: Luan, sobre ontem...
Luan: Lissa, eu sei que você vai falar que não era pra ter acontecido porque nosso casamento é apenas um contrato e blá blá blá, mas eu parei pra pensar e acho que devemos dar um chance a nós dois, sabe? Não foi errado o que fizemos, afinal somos marido e mulher de acordo com a lei, então por que não investir?
Balancei a cabeça positivamente, ele havia parado o carro em frente a faculdade, eu ia descer quando ele me puxou e me beijou, paramos por falta de ar.
Luan: Pensa no que eu te disse, boa aula. – desci do carro, fechei a porta e entrei na faculdade, encontrei a Dani com o Gui no corredor.
Clarissa: Pode me emprestar sua namorada por um instante?
Guilherme: Posso alugar.
Daniela: Que isso? Virei objeto agora? – rimos e fui andando com ela até o jardim onde tinha uns banquinhos, sentamos.
Clarissa: Olha, você é a única amiga que eu tenho e eu tô precisando desabafar e de uns conselhos também.
Daniela: Oun amiga, pode falar.
Contei toda a história pra ela, desde o dia em que o Luan apareceu na agência até o hoje de manhã.
Daniela: OMG, que história amiga, me conte mais que eu vou escrever um livro sobre você.
Clarissa: Quer ganhar dinheiro as minhas custas? – rimos. – mas sério, o que eu faço?
Daniela: Olha, o Renato é um amigão meu, porém ele errou porque sabia que você era casada e você errou em ter dado mole, mesmo com seu casamento sendo uma mentira, e sabe do que mais? Eu concordo com o Luan. Se vocês já estão nessa, por que não tentar? Pelo jeito que você falou parece que rolou muita química entre vocês ontem, pode sair muito mais desse relacionamento.
Clarissa: Mas o Luan é um galinha, ele não vai mudar por mim.
Daniela: Eu não conheço o Luan direito, mas se ele falou isso então ele deve estar realmente disposto a tentar, então entra nessa, caso ele vacile você para.
Clarissa: Paro? Se ele vacilar eu bato naquele idiota e só paro quando ele estiver morto.
Daniela: Ui, que agressiva. – ela riu.
Clarissa: Tem outra coisa, você tem mais experiência nisso do que eu, quero dicas sobre sexo.
Daniela: Hum safada, eu não sou experiente mas vou tentar te ajudar sim.
Ficamos conversando até o Guilherme aparecer chamando a gente pra aula e querendo a namorada de volta, estranhei porque o Renato não foi pra aula, mas fiquei na minha.

A semana passou rápido e eu me matava de estudar, estava me dando super bem com o Luan, porém nunca mais havíamos feito sexo porque eu sempre negava pois tinha que estudar, o bom é que ele respeitava. Estava na sala terminando de fazer a minha última prova, assim que terminei entreguei ao professor e saí, de tanto conversar com a Dani sobre sexo acabei decidindo fazer uma surpresa para o Luan, peguei um ônibus e fui até a empresa dele, chegando lá falei com sua secretária que graças a Deus não era uma gostosona como eu imaginava, ela não era muito bonita e já aparentava estar na casa dos 50.
Clarissa: Bom dia, pode me dizer onde fica a sala do Luan?
xxxx: Bom dia, pode me dizer seu nome para que eu o avise? – ela falou pegando o telefone.
Clarissa: Por favor, não avise, sou a esposa dele. – ela largou o telefone e sorriu.
xxxx: Ahh, você deve ser a Dona Clarissa.
Clarissa: Dona não, pode me chamar de Clarissa. – sorri.
xxxx: Como quiser. Sou Marisa, o Sr. Luan fala muito de você, é realmente muito bonita. – fiquei muito feliz em ouvir aquilo.
Clarissa: Muito obrigada.
Marisa: A sala dele fica aqui do lado, pode ir. – ela falou apontando pra sala.
Clarissa: Obrigada, Marisa.
Fui até a sala dele e entrei, como estava lindo trabalhando, ele ficou surpreso quando me viu.
Clarissa: Olá. – falei fechando e trancando a porta atrás de mim.
Luan: Ei linda, que surpresa! – ele falou sorrindo. Fui andando até ele, sentei em seu colo e passei meus braços em volta do seu pescoço.
Clarissa: Espero que eu não esteja atrapalhando.
Luan: Claro que não. – ele pôs uma mão na minha bunda e a outra na minha nuca e me beijou.
Eu estava com uma camisa de botão, então ele foi desabotoando rapidamente, puxou meu sutiã pra cima e começou a chupar meus seios enquanto eu deslizava as unhas na sua nuca o fazendo arrepiar, ele apertava minha bunda e eu rebolava no seu colo, fiquei roçando no seu membro e já estava sentindo o mesmo ficando ereto, continuei roçando e beijando seu pescoço até que seu celular começa a tocar.
Clarissa: Não atende, depois você retorna. – continuei o que estava fazendo, mas seu celular estava na mesa então ele olhou por cima do meu ombro pra ver quem era.
Luan: É a minha mãe, preciso atender. – ele pegou seu celular e atendeu. – Oi mãe, o que houve? – Percebi que seu semblante mudou, o sorriso sumiu, fiquei preocupada. – Ok, já estou indo aí.
Clarissa: O que aconteceu?
Luan: Meu pai, Clarissa. Ele... ele morreu. – na hora eu não sabia o que fazer, apenas o abracei.
Clarissa: Meus pêsames, amor.
Luan: Já esperávamos por isso, né? Mas mesmo assim. – ele estava bem triste, porém não chorava – preciso avisar aos funcionários e suspendê-los por hoje.
Clarissa: Ei, não precisa se preocupar com isso agora, e faço isso se quiser, você tem que ir ao hospital ficar com sua mãe, ela precisa de você, eu me viro aqui com a Marisa.
Luan: Faria isso por mim? – ele forçou um sorriso.
Clarissa: É claro.
Luan: Obrigada, linda. – ele me abraçou e eu o beijei na testa, levantei do seu colo e ajeitei minha roupa, saí da sala e fui até a Marisa.
Clarissa: Marisa, preciso que você reúna todos os funcionários na sala de reunião e que me mostre onde fica ela.
Marisa: Ok, fica logo ali. – ela apontou e eu fui até lá esperar, logo todos os funcionários entraram, a sala era bem grande então cabiam todos.
Clarissa: Estão todos aqui?
Todos: Sim!
Uma garota com cara e voz de puta falou: Quem é você e pra que chamou a gente aqui? – comecei a falar alto para todos ouvirem.
Clarissa: Eu sou a esposa do Sr. Luan... – a puta fechou a cara e algumas pessoas começaram a cochichar, continuei – E os chamei aqui para dar uma noticia nada boa, infelizmente o antigo patrão de vocês, o Sr Amarildo, faleceu agora a pouco. – percebi que alguns ficaram realmente tristes, outros continuaram com a mesma cara – Então toda a empresa entrará em luto, vocês estão suspensos por hoje, segunda-feira as atividades voltarão ao normal. E outra coisa, o Sr. Luan quer que todos vocês compareçam ao enterro amanhã, obrigada pela atenção de vocês, podem pegar suas coisas e irem pra casa.
Todos saíram da sala e eu fui embora, pensei em ir ao hospital, mas o Luan precisava ficar a sós com a mãe então fui pra casa. Chegando lá fui correndo tomar um banho, lavei meu cabelo, depois me sequei, me vesti, penteei o cabelo e fui comer algo. Sentei no sofá e peguei meu celular, estava preocupada com o Luan então o chamei no whats.
C: Ei lindo.
L: Oi linda, tô aqui na funerária resolvendo sobre o enterro, já chego em casa.
C: Ok, se cuida.
Liguei a TV e fiquei assistindo a Disney, 30 minutos depois o Luan chega.

Capítulo 08

LUAN  NARRANDO


Havia largado cedo então fui pra casa, quando cheguei lá havia um cara com um notebook no colo e uma garota anotando umas coisas num caderno, deduzi que eram amigos de Clarissa.
Luan: Oi? Cadê a Clarissa? – eles se assustaram e se olharam.
Daniela: Tá no... no... ela tá no quarto procurando um papel mas já volta. – fui até o quarto, quando chego no corredor ouço vozes, era a Clarissa e um cara.
Clarissa: O que você tá fazendo?
Renato: Não consigo parar de pensar em você, você me deixa louco.
Andei devagar e parei na porta que estava aberta, eles não notaram minha presença e eu fiquei apenas observando. O imbecil tava com uma mão na cintura da Lissa e a outra na nuca, logo ele a beijou e ela correspondeu, parecia até que ela tava gostando, pensei em acabar com a festinha dos dois, mas eu não podia pagar de corno, então andei um pouco pra trás e chamei por ela. Logo ela veio correndo e o idiota atrás dela.
Luan: Estava procurando você, minha linda. – a puxei pela cintura e a beijei na frente dele, desci minha mão e apertei a bunda dela e a encostei na parede, parei o beijo com um selinho bem demorado. – Estava com saudades, meu amor. – ela ficou sem reação. – Vi que você está estudando, não quero atrapalhar, vou estar no nosso quarto te esperando. – pisquei pra ela, lhe dei um tapa na bunda e entrei no quarto.


CLARISSA NARRANDO

Que raiva eu tava do Luan, precisava daquele show todo? E ainda mais na frente do Renato? Fiquei morta de vergonha, mas ele vai ter o dele, ah se vai. Voltei pra sala e continuei a fazer o trabalho, o Renato não falava comigo, ele nem se quer olhava pra mim. Eles foram embora às 17:00 horas, o Luan havia me falado pela manhã que às 18:00 horas viria uma piranha aqui em casa pra ele se divertir e eu já havia planejado minha vingança. Quando ele entrou no banho eu gritei avisando que iria sair, bati a porta mas continuei dentro de casa, fui na ponta dos pés e me escondi no guarda-roupa, uns 20 minutos depois ouvi a campainha tocando, era ela. Esperei uns 10 minutos e saí do guarda-roupa, tomei todo cuidado do mundo pra não fazer barulho, tirei toda a minha roupa e botei uma lingerie bem sexy, soltei meu cabelo e saí do quarto assim, apenas de lingerie. Quando entrei na sala os dois estavam na maior pegação no sofá.
Clarissa: Meu amor? – falei alto, a vadia se separou dele bem rápido e ele se assustou.
Luan: Clarissa? – fui me aproximando e sentei no colo dele.
Clarissa: Vem pra cama, mô. – falei com voz sensual e beijei sua boca.
xxxx: Quem é essa, Luanzinho? – a voz da vadia era enjoada demais, virei pra ela.
Clarissa: Sou a esposa dele, você não sabia? – ela balançou a cabeça negativamente – E você, quem é?
xxxx: Alguém que tá caindo fora.
Luan: Espera aí Fernanda.
Ela virou e disse: “Meu nome é Renata”. – ela saiu batendo a porta com força e eu comecei a gargalhar.
Luan: Por que fez isso, porra? Tá feliz agora?
Clarissa: Pra me vingar da cena de hoje e, sim, estou muito feliz.
Luan: Você tava beijando aquele idiota, cara.
Clarissa: E você tava quase comendo aquela piranha.
Luan: Nós fizemos um acordo, eu comprei você.
Clarissa: Mas eu sou humana, do mesmo jeito que você tem suas necessidades eu também tenho.
Luan: Então você tá carente? – ele começou a passar a mão na minha perna, eu ainda estava no colo dele. – Você tá muito gostosa vestida assim, sabia?


LUAN   NARRANDO


Fiquei surpreso com o que a Lissa fez, e agora ela tava ali no meu colo toda gostosa, não resisti, ela tentou levantar e eu a puxei de volta, deitei ela no sofá e a beijei, pensei que ela ia me empurrar ou tentar fugir, mas pelo contrário, ela correspondeu meu beijo. Continuei a beijá-la e fui passando a mão pelo seu corpo, tirei minha camisa e minha bermuda ficando só de cueca, peguei ela no colo e a levei até o quarto, deitei ela na cama e voltei a beijá-la, fui descendo os beijos pelo pescoço dela até seus ombros, baixei a alça do seu sutiã e deixei seus seios a mostra, comecei a chupá-lo, tirei seu sutiã e joguei longe, voltei a chupar o seio dela enquanto apertava o outro e ela acariciava meu cabelo, fui descendo dando beijinhos por toda sua barriga, então fui puxando sua calcinha até tirá-la completamente, abri suas pernas e botei minha cabeça no meio delas, passei minha língua na sua intimidade, olhei pra cima e a Clarissa estava com os olhos fechados e mordendo os lábios, comecei a chupar seu clitóris e ela a gemer baixinho, continuei chupando e ela forçava minha cabeça querendo mais, parei e ela fez cara triste, tirei minha cueca e meu membro saltou super duro, me posicionei entre as pernas dela e fui penetrando-a bem devagar e me movimentando no mesmo ritmo, estava beijando seu pescoço enquanto eu enfiava bem devagar, até que ouvi sua voz no meu ouvido.
Clarissa: Luan?
Luan: Oi, pequena? – ela me apertou.
Clarissa: Mais... – falou com dificuldade, mas eu entendi o que ela queria.
Enfiei tudo de uma vez só e ela gemeu alto, comecei a estocar bem rápido e com força, que mulher gostosa, continuei e ela gemia no meu ouvido e arranhava minhas costas, deitei na cama e ela veio pra cima de mim, sentou em meu colo e fez com que o meu membro entrasse novamente e começou a quicar bem rápido, ela quicava e rebolava bem gostoso e eu ia a loucura, ficamos assim por um tempo, depois fizemos outras posições e eu avisei que ia gozar, ela se afastou de mim e eu gozei no chão. Deitamos de conchinha e dormimos.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Capítulo 07

RENATO NARRANDO


Quando cheguei na faculdade vi uma garota linda descendo de um carro, nunca tinha a visto, ela era absurdamente linda, fiquei olhando pra ela até que um idiota a chamar e dá um beijo nela, entrei na mesma hora. Quando entrei na sala ela estava lá com o Guilherme e a Dani, fomos apresentados, o nome dela era Clarissa, nome lindo igual a dona, temos 3 horas de aula por dia sem intervalos e, acreditem, eu passei as 3 horas olhando pra ela. Quando terminou a aula nós saímos juntos da sala.
Daniela: Renato, a Clarissa precisa pegar o material dela lá na xerox, você pode levá-la? Tenho uma coisa pra resolver com o Gui.
Renato: Claro, de boa. – eles se despediram da gente e nós fomos andando calados até a xerox, resolvi quebrar o silêncio. – Topa tomar um suco? Porque tem muito material pra imprimir, vamos ter que esperar e tem uma lanchonete do lado da xerox.
Clarissa: Tudo bem.
Deixei ela na lanchonete e fui na xerox pedir pra imprimirem o material dela, voltei pra lanchonete e sentei de frente pra ela e pedi dois sucos que chegaram bem rápido.
Clarissa: Muito obrigada por ser tão gentil comigo. – ela sorriu e que sorriso lindo.
Renato: Não precisa agradecer. Posso fazer uma pergunta?
Clarissa: Sim, eu sou casada.
Renato: Como sabia que eu ia perguntar isso?
Clarissa: Por que você não tira os olhos da minha aliança.
Renato: Eu não sirvo nem pra disfarçar. – sorri sem graça. – Por quê?
Clarissa: Por que o quê?
Renato: Por que é casada?


CLARISSA NARRANDO


Dei um gole no meu suco e fiquei pensando numa resposta pra dar ao Renato quando meu celular tocou, olhei no visor e era o Luan.

Clarissa: Oi?
Luan: Você já largou?
Clarissa: Sim, estou pegando um material pra poder ir embora, onde você tá?
Luan: Tô saindo do hospital, chego aí em 10 minutos, esteja na entrada da faculdade.
Clarissa: Tá, beijo!

Renato: Era o seu marido?
Clarissa: Sim, eu preciso ir. – levantei, em seguida ele veio atrás de mim, passamos na xerox e pegamos meu material, era realmente muita coisa, dava pra abrir uma papelaria com a quantidade de papel que tinha ali.
Renato: Eu te ajudo a levar. – ele pegou os papeis da minha mão e foi andando comigo até a entrada da faculdade. Assim que cheguei o Luan parou o carro, peguei os papeis que estavam com o Renato, agradeci e me despedi, entrei no carro e fomos embora.
Luan: Eu sabia que aquele cara queria algo com você.
Clarissa: Hã? Tá falando do Renato?
Luan: Então o nome dele é Renato, vi ele te olhando hoje, parecia que ia te comer com os olhos.
Clarissa: Nada haver. Ei, foi por isso que me beijou?
Luan: Chama aquilo de beijo? Ah, por favor. Eu devia ter dado uma chupada bem gostosa na tua língua, assim ele não ia atrás de você.
Clarissa: Você é nojento. Ele não veio atrás de mim, ele foi apenas gentil já que estudamos na mesma sala. Peraí, você tá com ciúmes? – comecei a rir.
Luan: Não, Clarissa. Só que eu te contratei pra ser minha esposa, então trate de agir como tal.
Clarissa: Ser sua esposa significa que não posso ter amigos? 
Luan: Você é tão ingênua, tá na cara que ele não quer ser só seu amigo. – chegamos no condomínio, ele estacionou o carro.
Clarissa: Pode me ajudar?
Luan: Vai abrir uma papelaria? Pra quê tanto papel?
Clarissa: Conteúdo atrasado. – ele pegou os papeis e entramos em casa. Ele foi tomar um banho e eu fiquei organizando meus papéis e pensando no que o Luan havia dito. Eu sei que o Renato não quer ser só meu amigo, mas e se eu também não quiser? O Luan sai toda noite e transa com umas 3 mulheres enquanto eu fico aqui trancada, quer dizer, não fico trancada eu podia muito bem sair, mas não sinto vontade, porém acho que tá na hora de mudar isso. Estava perdida em meus pensamentos quando o Luan apareceu no quarto.
Luan: Ei, quer comer alguma coisa? Eu trouxe hambúrguer.
Clarissa: Quero sim. – levantei e fui pra cozinha, peguei meu hambúrguer, sentei e comecei a comer. – Como foi com o seu pai?
Luan: Ele ficou feliz, porém me perguntou mil vezes se eu realmente gostava de você ou se estava fazendo isso só pra ter a empresa.
Clarissa: E o que você respondeu?
Luan: Que amava você como nunca amei ninguém. – ele riu e eu também.
Terminei de comer e o meu celular apitou, havia chegado mensagem então fui olhar, era o Renato falando pelo whats.
Renato: Oi linda 
Clarissa: Oi, como conseguiu meu número?
Renato: A Dani me deu, tem problema?
Clarissa: Não, nenhum.
Renato: Você fugiu da minha pergunta hoje mais cedo.
Clarissa: Qual pergunta?
Renato: Por que você é casada?
Clarissa: Longa história, um dia talvez eu conte.
Ele não tocou mais no assunto, porém fica puxando conversa, ele era bem legal, passamos a tarde toda conversando. Eu havia acabado de sair do banho e estava enrolada na toalha quando o Luan entrou.
Clarissa: Não sabe bater?
Luan: Preciso de um favor seu.
Clarissa: Diga.
Luan: Quero trazer uma garota aqui, sabe? Será que você podia ir dar uma volta e voltar mais tarde? 
Clarissa: É sério isso? Você é inacreditável! Eu tenho que estudar, Luan.
Luan: Por favor, eu te deixo em paz pelo resto da semana.
Clarissa: Tá, tá. Eu sei que você vai usar a cama, então troque os lençóis. 
Luan: Sim senhorita. – peguei meu celular e falei com o Renato.
Clarissa: O que cê tá fazendo?
Renato: Nada, por quê?
Clarissa: Quer sair?
Renato: Pra onde?
Clarissa: Sei lá, cinema?
Renato: E o seu marido?
Clarissa: Não precisa se preocupar com ele, quer ir ou não?
Renato: Quero sim.
Clarissa: Chama a Daniela e o Guilherme.
Renato: Ok, te encontro no shopping em uma hora.

Fui arrumar o cabelo, me vesti e saí. Cheguei no shopping e ligou pro Renato, logo ele apareceu com a Daniela e o Guilherme, cumprimentei todos.
Renato: Já compramos os ingressos, inclusive o seu, o filme começa em 20 minutos. – A Dani me puxou pelo braço.
Daniela: Preciso que vá a um lugar comigo. – ela virou para os meninos – nos esperem na fila.
Eu não estava entendendo nada, apenas fui andando com ela, quando vejo ela está me arrastando pra dentro de um sexy shop, eu nunca havia entrado num lugar daquele, era cheio de algemas e coisas que eu não fazia ideia para que serviam, fiquei até um pouco constrangida. Ela veio toda animada com duas fantasias na mão.
Daniela: Sexta vou completar 3 anos de namoro com o Gui, qual dessas você acha melhor?
Clarissa: 3 anos? Pensei que vocês tinham se conhecido na faculdade.
Daniela: Não mulher, nos conhecemos na escola e decidimos fazer o mesmo curso.
Clarissa: Ah, eu gostei da de enfermeira, coelhinha fica muito mimadinha, sei lá, rs.
Daniela: Você tem razão, vou levar a de enfermeira.
Pagamos e ela escondeu a fantasia na bolsa dela, voltamos e os meninos estavam nos esperando pra entrar. Durante todo o filme a Dani e o Gui ficavam se beijando e trocando carinhos, eles eram muito apaixonados e vê aquela cena me bateu uma carência. O Renato tentou me beijar umas mil vezes, mas eu não deixei, não pelo contrato, mas sim porque eu estaria indo rápido demais. 

Uma semana se passou e eu estava cada vez mais próxima da Dani, do Gui e do Renato (que graças a Deus não tentou mais ficar comigo), vivíamos grudados pra cima e pra baixo, estávamos estudando feito condenados. Teríamos um seminário pra apresentar nessa semana, então marcamos de estudar lá em casa. O Luan havia assumido o lugar do pai na empresa, então passava o dia todo fora, marquei com os meninos depois da aula.
Estávamos na sala fazendo o trabalho.
Daniela: Amiga, eu esqueci o texto que é pra fazer resumo, você tem?
Clarissa: Tenho, só que tá naquele monte de papeis lá no quarto, vou procurar. – levantei e o Renato veio atrás de mim.
Renato: Eu ajudo você. – ele entrou no quarto atrás de mim, eu estava procurando o papel e até que achei rápido, quando eu ia saindo do quarto o Renato me puxou e colou meu corpo no dele.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Capítulo 06

LUAN  NARRANDO


Ter a Clarissa em casa tem sido ótimo, a companhia dela é bem agradável e tem dado um toque feminino a casa, até que nos damos bem. Hoje vamos nos casar e pra ser bem sincero eu estava ansioso. Levantei, fiz minhas higienes e vesti uma camisa de botão com uma calça jeans, não queria ir muito formal, afinal era um casamento de mentira e no civil, terminei de me arrumar e fiquei na sala esperando a Clarissa. Meia hora depois ela aparece, estava linda com um vestido... 
Luan: Você tá linda.
Clarissa: Obrigada, você também está bonito. – sorri.
Luan: Vamos, senão chegaremos atrasados.
Chegamos no cartório e o juiz já estava nos esperando, então ele começou a falar todo aquele blá blá blá de casamentos, ele pediu para botarmos as alianças, falou mais um pouco e disse que podíamos nos beijar, ela mesma me deu um selinho rápido, até me assustei, terminamos de assinar os papeis que faltavam, agradecemos ao juiz e fomos embora.
Luan: Enfim, casados!
Clarissa: Acho que essa foi a pior cerimônia de casamento do século. – ela falou rindo.
Luan: Verdade. – ri junto com ela. – Devíamos comemorar.
Clarissa: Concordo.
Fui até a cozinha, peguei um champanhe e duas taças, o abri e coloquei um pouco nas duas taças, dei uma a ela e levantei a minha.
Luan: A NÓS!
Clarissa: A nós! – brindamos e bebemos.
Ficamos bebendo e conversando por um tempo, a noite chegou rápido então decidi sair um pouco. Me arrumei e me despedi de Clarissa.



CLARISSA NARRANDO


É, agora eu era uma mulher casada, quem diria hein?! Minha vida havia mudado completamente em pouco tempo e pra ser sincera eu estava bem feliz, o Luan era um cara legal, ele estava me respeitando, eu não tinha mais que ser forçada a sair com aqueles velhos chatos e o melhor, meu sonho ia começar a se realizar. Fiquei arrumando minhas coisas, pois minhas aulas começavam no dia seguinte. Depois que tudo estava pronto tomei um banho, botei uma camisola, deitei e fiquei mexendo no meu celular, minutos depois peguei no sono.
Acordei, hoje começava a minha faculdade, levantei num pulo e corri pro banheiro, fiz minhas higienes, botei uma calça jeans apertada, a camisa da faculdade com o nome “Jornalismo” atrás e um vans preto, deixei meu cabelo solto mesmo, peguei minha bolsa e fui até a cozinha comer alguma coisa, quando passo pela sala o Luan está no sofá dormindo só de cueca box, tentei não fazer barulho pra não acordá-lo, mas parece que ele sentiu minha presença.
Luan: Ei, aonde você vai? – falou bocejando.
Clarissa: Hoje é meu primeiro dia de aula.
Luan: Ih caramba, é mesmo!! – ele levantou num pulo e saiu correndo pela casa só de cueca, eu tive que rir da cena.
Clarissa: O que foi, seu maluco?
Luan: Tenho que me arrumar pra te levar, por que você não me acordou? Estamos atrasados? – ele falava enquanto terminava de vestir a calça e eu continuava rindo.
Clarissa: Luan, eu ainda tenho meia hora, relaxa! E outra coisa, pode voltar a dormir, eu vou de ônibus. – peguei uma maçã e comecei a comer.
Luan: Ah, por que não falou antes? – respirou aliviado – Pensei que já fosse tarde e eu vou levar a senhorita sim, quer dizer, senhora! rs. – peguei uma faca e apontei pra ele.
Clarissa: Se me chamar de senhora de novo eu corto seu pescoço. – ele se aproximou de mim e tomou a faca da minha mão.
Luan: Calma, amigo, amigo. – rimos juntos – Tudo bem, eu não chamo mais, mas a SENHORITA vai ter que se acostumar porque vão te chamar assim quando verem a aliança no seu dedo. – olhei pra minha mão.
Clarissa: Tenho que ir à faculdade com isso?
Luan: Você que sabe, vou terminar de me arrumar pra gente ir. – pensei em tirar a aliança e guardar, mas pensando bem ir com ela fará com que nenhum garoto se interesse por mim, assim eu não perco meu foco que é o estudo. Terminei de comer e o Luan apareceu pegando uma pera, fomos embora. Minutos depois o Luan parou o carro na frente da faculdade.
Luan: Tá ansiosa?
Clarissa: Sim e nervosa.
Luan: Vai dar tudo certo, relaxa. – ele beijou minha testa. – Tô indo lá no hospital visitar meu pai e contar a novidade, venho te buscar assim que sair de lá.
Clarissa: Ok, dá um abraço no seu pai por mim. – desci do carro e um garoto que estava na entrada da faculdade ficou olhando pra mim, o Luan percebeu e me chamou, arrodeei até a janela do motorista e fui ver o que ele queria, abaixei a cabeça ficando de frente pra ele, ele segurou o meu rosto e me deu um selinho, fiquei sem entender e quando eu ia perguntar ele deu partida no carro e eu me afastei, ele gritou da janela.
Luan: Até mais tarde, meu amor. – e foi embora. Ah, mas ele ia me explicar direitinho o que foi aquilo, olhei pra entrada e o garoto havia sumido, decidi entrar e procurar minha sala, achei e entrei, havia apenas umas 5 pessoas na sala, fui andando até o meio quando uma garota que estava com um cara me chamou.
xxxx: Ei, você é novata, né?
Clarissa: Sim. – sorri.
xxxx: Na verdade perguntei errado, até porque somos todos novatos já que estamos no primeiro período ainda. – ela riu e o menino também. – me chamo Daniela e esse é meu namorado Guilherme. – ele acenou com a mão.
Clarissa: Prazer, eu me chamo Clarissa. – botei minha bolsa numa cadeira ao lado deles. – Eu devo estar bem atrasada em relação a conteúdo, né?
Daniela: Na verdade está sim, a semana de provas começa em duas semanas, você tem muita coisa pra ler, mas relaxa que a gente te ajuda.
Nesse momento começaram a entrar várias pessoas até a sala encher, quando olho pra frente aquele garoto da entrada estava vindo na minha direção, ele sentou na frente da Daniela.
Daniela: Bom dia, Renato.
Renato: Bom dia, doce Dani. – ele sorriu pra ela e seu sorriso era lindo. – E aí brother. – ele fez uma batida de mão com o Guilherme.
Daniela: Essa é a aluna nova, o nome dela é Clarissa. – ele acenou com a cabeça e eu fiz o mesmo. O professor entrou na sala e começou a aula, o Renato não tirava os olhos de mim e aquilo estava me incomodando um pouco.

Capítulo 05

LUAN  NARRANDO


Acordei com um barulho de algo caindo na cozinha e fui ver o que era, quando me deparei com uma cena engraçada. A Clarissa tava no chão com uma panela na cabeça e uma cadeira virada do lado dela, fui ajudá-la a se levantar.
Luan: Você tá bem? O que aconteceu?
Clarissa: Eu fui pegar uma frigideira pra fazer os ovos só que eu não alcançava, aí eu peguei uma cadeira, subi e não sei o que houve, só sei que eu caí. – comecei a rir.
Luan: Eu queria ter visto isso. – ela me deu um tapa no braço.
Clarissa: Não ria de mim, seu idiota. – ficamos nos olhando em silêncio por alguns segundos, depois caímos na risada.
Luan: Você quer ajuda?
Clarissa: Só pegue a frigideira pra mim e vá se arrumar.
Dei a frigideira a ela e fui fazer minhas higienes, me arrumei, me olhei no espelho e eu estava lindo e cheiroso, como sempre, haha. Voltei pra cozinha e me surpreendi. A mesa estava linda, havia frutas, pão fresquinho, torrada, geleia, ovos mexidos, café, leite e suco. Sentei rapidamente e fui pegando uma torrada com geleia.
Clarissa: Calma, a comida não vai fugir.
Luan: Eu não vejo uma mesa assim desde quando eu morava com meus pais. – falei com a boca cheia e ela me deu um sorriso doce.
Clarissa: Então aproveite.
Ela se sentou e começou a comer comigo. Depois de satisfeitos fomos à faculdade e a matriculamos, ela estava muito feliz com isso, depois fomos ao cartório dar entrada nos papéis do casamento, pedi para que tudo fosse feito rapidamente, nos casaríamos em 2 dias. Saindo do cartório decidimos ir ao shopping almoçar e comprar os materiais dela.
Luan: Onde você quer almoçar?
Clarissa: McDonald's *-* – fomos até o Mc, pedimos nosso almoço, pegamos e fomos sentar.
Luan: Não falta mais nada, né?!
Clarissa: Não, não. Compramos tudo o que eu precisava.
Luan: Ótimo! Depois de almoçarmos iremos comprar as alianças e depois iremos ao hospital visitar o meu pai.
Clarissa: Certo.
Luan: Ah, me dá teu número antes que eu me esqueça, preciso anotar caso eu precise falar com você e você não estiver comigo.
Clarissa: Eu daria se eu tivesse um celular.
Luan: Fala sério, vamos comprar um pra você.
Clarissa: Você não acha que está gastando demais comigo?
Luan: De nada.


CLARISSA NARRANDO


Fomos até uma loja de celulares e o Luan me comprou um iPhone, achei exagero e quase briguei com ele na loja pedindo pra ele comprar um mais simples, mas ele insistiu tanto que eu acabei aceitando. Depois fomos comprar as alianças, compramos uma de ouro, porém bem simples, a vendedora perguntou se queríamos algo escrito neles, mas recusamos, aquilo era a aliança de um contrato e não de amor.
Dali fomos para o hospital, estaria mentindo se dissesse que não estava nervosa, saímos durante o dia todo mas agíamos como amigos, agora teríamos que agir como um casal apaixonado. Assim que saímos do estacionamento ele segurou minha mão e entrelaçou nossos dedos, continuei andando normalmente, falamos com a recepcionista e fomos a caminho do quarto onde o pai dele estava, encontramos sua mãe no corredor e ele foi abraçá-la, em seguida me apresentou como sua namorada, fiquei um pouco sem graça, sua mãe parecia ser legal, ela me deu um abraço e me pediu para cuidar do filho dela, apenas sorri pra ela e disse “pode deixar”. Então entramos no quarto do pai dele.
Amarildo: Filho, achei que não viria mais visitar o seu velho.
Luan: Que isso pai, claro que não. – ele foi até o pai, o abraçou e o beijou na testa. Então ele me olhou.
Amarildo: E quem é essa bela moça?
Luan: Ah, pai essa é a minha namorada, Clarissa. – fui até ele e apertei sua mão, deixei minha vergonha de lado e dei um beijo em sua testa, ele sorriu.
Clarissa: É um prazer conhecer o Senhor.
Amarido: O senhor está no céu, me chame de Amarildo.
Clarissa: Certo, desculpe Amarildo. – rimos.
Amarildo: Você encontrou uma bela e adorável moça, meu filho, parabéns. – o Luan se aproximou de mim e me abraçou por trás.
Luan: Eu sei pai, tirei a sorte grande quando encontrei essa pessoa maravilhosa. – ele me deu um selinho rápido e eu apenas sorri.
Ficamos conversando um pouco com o Amarildo até que a enfermeira apareceu avisando que o horário de visitas havia acabado, nos despedimos dele e fomos embora.
Luan: Você se saiu muito bem.
Clarissa: Você é um ator muito melhor que eu. – fui tomar um banho, estava muito cansada, botei uma camisola e deitei na cama pra mexer no meu celular. O Luan logo apareceu todo arrumado e cheiroso.
Luan: Tô indo nessa, se cuida.
Clarissa: Divirta-se! – ele foi embora e eu fiquei mexendo no celular, baixei WhatApp, Twitter e Instagram, no whats eu tinha apenas o Luan, como eu não tinha amigos tive que seguir desconhecidos, o bom é que eles me seguiam de volta, segui o Luan no instagram e fiquei olhando as fotos dele, ele era bem popular, tinha muitos seguidores e curtidas, suas fotos eram lindas, tinha várias de viagens que ele havia feito, curti algumas e depois o segui no twitter, ele havia postado há alguns minutos atrás “Hoje a noite vai ser boa, haha!”, ri comigo mesma e postei “Boa noite, aprendendo a usar isso aqui, hihi”, depois tirei uma foto minha e postei no instagram, 1 minuto depois o Luan curtiu e comentou “Linda!”, sorri, continuei mexendo nas redes sociais até que peguei no sono.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Capítulo 04

CLARISSA NARRANDO


Fui em várias faculdades daquela cidade e achei uma perfeita, depois fui ao supermercado e comprei várias coisas (frutas, verduras, feijão, arroz, carne e etc). Enfim, cheguei em casa e coloquei as compras na mesa, iria guardar depois, antes eu precisava achar o Luan pra falar da faculdade, quando entrei no quarto encontrei uma desconhecida pelada na cama.
Camila: Oh, olá! Você deve ser a Clarissa.
Clarissa: E você é...?
Camila: Sou Camila, amiga de Luan.
Clarissa: Vejo o quanto são amigos. – dei um sorriso cínico.
Camila: Bom, eu...
Clarissa: Não precisa falar nada, a vida particular de vocês não me interessa, o que me incomoda no momento é que infelizmente eu terei que dormir nessa cama hoje, então peço, por favor, para que você saia dela pra que eu possa desinfetá-la. – ela ia responder, mas o Luan apareceu na hora só de toalha.
Luan: Você a ouviu, já tá na hora de ir, Camila.
Clarissa: Vou deixar vocês a sós pra se despedirem. – sorri ironicamente e fui para cozinha guardar as compras, 5 minutos depois eles apareceram, a piranhazinha estava indo embora.
Clarissa: Tchau querida, foi um prazer. – ela saiu com a cara fechada e bateu a porta com força, o Luan começou a rir, pegou uma maçã que estava no balcão, começou a comê-la e sentou na cadeira. – acho que ela não gostou muito de mim.
Luan: Você foi maravilhosa.
Camila: Você não gosta dela?
Luan: Ela só serve pra transar mesmo, sempre vem quando chamo.
Clarissa: Entendi.
Luan: E desculpa por isso, tá? Vou evitar que aconteça de novo.
Clarissa: Eu não me importo, apenas evite que eu veja e que seja na minha cama.
Luan: Sim senhora! Viu a faculdade?
Clarissa: Sim, ela é incrível...
Comecei a falar sobre a faculdade pra ele e logo a noite chegou, tomei um banho, vesti um pijaminha e fui pra cozinha, fiz um sanduíche e fui pra sala assistir um filme, logo o Luan apareceu usando apenas um samba-canção, não pude deixar de reparar no quanto o corpo dele era bonito, quando ele apareceu de toalha eu evitei olhar, mas agora foi inevitável. Acordei dos meus pensamentos com ele falando.
Luan: Eba, sanduba.
Clarissa: Sim, você quer?
Luan: Simm!
Clarissa: O pão tá no armário, o queijo e o presunto na geladeira.
Luan: Ah... deixa de ser malvada.
Clarissa: Só porque eu tô de bom humor. – terminei de comer meu sanduíche e levantei.
Luan: Você é um anjo. – ele sentou no sofá e eu fui à cozinha, fiz um sanduíche bem gostoso, fui pra sala, dei a ele e sentei ao seu lado. – Muito obrigado, coisa linda.
Clarissa: Não seja falso.
Luan: Só estou sendo gentil.
Clarissa: Tá foi mal, você não vai sair hoje?
Luan: Não, amanhã temos muita coisa pra resolver, quero estar descansado. – ficamos conversando e assistindo até umas 23:00 horas, depois fomos dormir.

Capítulo 03

LUAN NARRANDO


Estava com uma garota super gostosa no banheiro de um bar quando meu celular tocou, era o número da agência de acompanhantes, então resolvi atender.
Luan: Alô?
Clarissa: Você tá ocupado?
Luan: Não, não, pode falar. – nessa hora a garota gemeu alto e eu tapei a boca dela com a mão sem parar de meter nela.
Clarissa: Quem tá ai com você? Eu ligo depois se quiser.
Luan: É só a TV que tá alta, pode falar.
Clarissa: Bom, pensei na sua proposta e sim, eu aceito me casar com você. – nessa hora eu coloquei tudo de uma vez na menina e gozei, foi impossível conter meu gemido.
Clarissa: Luan? Você tá bem?
Luan: Tô si-sim, foi só a felicidade que bateu.
Clarissa: Ah, e agora o que eu tenho que fazer?
Luan: Faça suas malas, amanhã estarei aí pra acertar tudo e te buscar.
Clarissa: Até amanhã então.
Luan: Até amanhã, futura esposa. – falei em tom de deboche e ela desligou na minha cara. Finalmente resolvi essa bomba, agora é só acertar os papéis, me casar e pronto, a empresa do papai é minha e ele vai ficar orgulhoso de mim. Saí daquele banheiro sem nem falar com a menina e fui pra casa, precisava descansar para no dia seguinte ir buscar a minha futura esposa.

Acordei com um ótimo humor naquele dia, fiz minhas higienes e fui até a agência, chegando lá conversei com o dono, acertei tudo com ele, coloquei as malas de Clarissa no carro e fomos para casa, no caminho decidi quebrar o silêncio.
Luan: Eu achei que ele ia cobrar bem caro por você, mas foi mais do que eu imaginava e ele disse que não aceita devolução.
Clarissa: Talvez ele tenha recebido uma ligação de um cliente não muito satisfeito com a última saída.
Luan: Posso saber o que você aprontou?
Clarissa: Não, já resolvi, quero deixar isso pra trás.
Luan: Tudo bem. – chegamos em casa e eu mostrei todos os cômodos a ela. – Fique a vontade, a casa é sua.
Clarissa: Eu notei que só há uma cama, onde vou dormir?
Luan: O quê?
Clarissa: Ué, nosso casamento é de mentira, então não vejo porque vivermos como marido e mulher de verdade.
Luan: Foi bom você ter tocado nesse assunto, tem umas coisinhas que temos que acertar. – sentou no sofá e ficou me observando enquanto eu falava. – Não teremos festa, meu pai está no hospital então não há clima pra isso, vamos nos casar apenas no civil, amanhã darei entrada nos papéis e comprarei as alianças.
Clarissa: Você vai usar aliança?
Luan: Claro que não, usaremos apenas quando sairmos juntos e principalmente quando tiver alguma festa ou reunião da empresa, então me lembre, por favor. – ela balançou a cabeça positivamente – Ótimo! Continuando, eu não vou parar com as minhas saídas noturnas, então não precisa me esperar pra dormir...
Clarissa: O que te faz pensar que eu vou te esperar pra poder dormir?
Luan: Garota dá pra deixar eu terminar? Eu só estou avisando que não tenho hora pra chegar.
Clarissa: Ok, mais alguma coisa?
Luan: Sim, você tem que fingir estar apaixonada por mim.
Clarissa: Ah, fala sério, eu não sei fingir sentimentos, sei fingir que estou gostando de estar em um lugar, mas fingir que tô apaixonada é outra história, contrate uma atriz.
Luan: Agora é tarde, já contratei você, então se esforce, eu sei que você consegue, olhe pra mim... – apontei para o meu corpo com as duas mãos – Quem não se apaixonaria? – ela revirou os olhos.
Clarissa: Você vai pagar minha faculdade?
Luan: Eu prometi num foi? Então! Mas você tem que merecer né?!
Clarissa: Certo, eu aceito suas condições, mas eu também tenho as minhas. – eu tive que rir.
Luan: Isso é sério? Me fale quais são elas então?
Clarissa: Bom, você me contratou para ser sua esposa e não sua empregada, estou morando aqui então manterei a casa em ordem, até porque ela está precisando, mas se você bagunça, você arruma, entendido?
Luan: Uhum, justo!
Clarissa: Outra coisa, na frente das pessoas podemos andar de mãos dadas e fingir que estamos apaixonados, mas quando estivermos só nós dois nunca encoste em mim, eu não serei sua mulher, então não tente nada comigo.
Luan: Pode deixar, não farei nada que você não queira. – pisquei o olho pra ela – É só isso?
Clarissa: Por enquanto sim.
Luan: Em relação a cama, eu durmo num sofá por um tempo, minha mãe com certeza vai querer vim aqui e se ela ver duas camas pode desconfiar, então você fica com a minha cama e eu durmo no sofá.
Clarissa: Certo, como quiser.
Luan: Eu quero que você vá procurar por uma faculdade e escolha a que você quer, amanhã iremos matricular você. – ela sorriu pra mim pela primeira vez e eu pude notar como o sorriso dela era lindo e ela conseguia ficar ainda mais linda quando sorria.
Clarissa: Irei fazer isso agora mesmo.
Luan: Lissa, se não for abusar muito você pode fazer umas comprinhas básicas? É que na minha geladeira só tem cerveja e lasanha congelada. –  dei o dinheiro, ela saiu e eu liguei pra Camila, 10 minutos depois ela chegou e como sempre foi logo me atacando. Transamos loucamente, o marido daquela mulher não dava conta dela mesmo. Quando terminamos ela ficou nua enrolada num lençol enquanto eu contava tudo a ela. Terminei de contar e fui ao banheiro tomar um banho.

Capítulo 02

Decidi ligar para um amigo meu que é dono de um restaurante, ele é gay então sempre contrata acompanhantes para ir com ele as festas pra manter as aparências. Liguei e consegui o endereço de uma agência, peguei meu carro e fui pra lá. Eu imaginava que o local era tipo essas boates de Stripers, mas não, era uma casa normal e bem grande. Conversei com o dono e fiquei esperando numa sala enquanto ele ia buscar umas meninas para eu avaliar, logo ele voltou com umas 10 meninas todas bem diferentes, uma era meio gótica, outras 5 eram bem vulgares, tinha uma que parecia um travesti e outra que era bem feia, apenas duas eram normal, porém só uma me chamou a atenção, ela era quieta, usava um vestidinho florido um pouco rodado, seu cabelo era cumprido e bem preto, sua pele era bronzeada, e de onde eu estava dava pra sentir o seu cheiro doce, decidi escolhe-la e pedi pra ficar a sós com ela, sentei no sofá e a convidei para sentar ao meu lado.
Luan: Me fale sobre você, qual é o seu nome?
Clarissa: Meu nome é Clarissa, o que você quer saber exatamente?
Luan: Tudo, por que está aqui, seus sonhos, sua vida...
Clarissa: Você é estranho, geralmente apenas perguntam nosso nome, falam para onde vamos e o que temos que vestir.
Luan: Tenho propósitos diferentes.
Clarissa: Que tipo de propósito?
Luan: Responda e logo saberá.
Clarissa: Bem, eu tenho 20 anos e fui criada em um orfanato, então o dono daqui comprou algumas meninas e eu, e assim vim parar aqui.
Luan: Você estuda?
Clarissa: Não mais, terminei o ensino médio no orfanato, falo inglês e espanhol.
Luan: Pensa em fazer faculdade?
Clarissa: Sonho em fazer Jornalismo.
Luan: Mas suponho que o dinheiro que ganha aqui não dê pra pagar uma boa faculdade.
Clarissa: Exato, ganhamos muito pouco aqui, e com o nosso dinheiro temos que comprar roupas e roupas para esses tipos de festas onde nos levam são bem caras, fora que temos que pagar salão de beleza também.
Luan: Então não sobra quase nada.
Clarissa: Isso, algumas meninas além de acompanhar fazem programa por fora sem o nosso patrão saber, então elas conseguem mais dinheiro, mas eu não faço isso, já não gosto do que faço imagina ter que me prostituir, já tentei sair daqui pra arrumar um emprego decente, porém ele nos ameaça.
Luan: Então você quer sair dessa vida?
Clarissa: É o que eu mais quero.
Luan: Eu tenho uma proposta pra você. O que acha de casar comigo?
Clarissa: O quê?
Luan: Olha eu preciso me casar pra poder herdar a empresa do meu pai, sendo que eu não nasci pra ser de uma só, sabe? Então eu pensei em contratar uma mulher pra se casar comigo, não vai ser por muito tempo, a gente pode se divorciar depois de 1 ano.
Clarissa: Você só pode ser maluco.
Luan: Meu pai que é maluco, você acha que eu quero casar? Só quero satisfazer a vontade dele. Por favor, eu pago uma boa faculdade pra você.
Clarissa: Eu preciso pensar isso é muito sério, sempre sonhei em casar com alguém que eu amo e não com um desconhecido.
Tirei um papel do bolso e dei pra ela: Toma, esse é meu número, você tem 3 dias pra me dar uma resposta. – Levantei e fui embora.



MELISSA NARRANDO

Peguei o papel, fui para o meu quarto e guardei na gaveta, precisava me arrumar porque mais tarde teria que ir a um jantar de negócios com um cara chato, sinceramente fiquei tentada a aceitar aquela proposta de casamento, mas é uma tremenda loucura. Tomei um longo banho, passei uns cremes no corpo, botei um vestido arrasador, deixei meu cabelo solto e fiz uma make apropriada para ocasião, eu estava linda. 
Foram as duas horas mais longas da minha vida, meu maxilar estava dolorido devido aos inúmeros sorrisos forçados que tive que dar, odeio o que faço, odeio ter que fingir gostar de estar ali e ter que ser legal com aqueles velhos chatos. Graças a Deus eu já estava chegando na agência. Ele não tirava os olhos de mim durante o caminho todo. Chegamos na agência e ele parou o carro em frente a ela, e pôs a mão na minha perna.
xxxx: Sua companhia é muito agradável.– Tirei sua mão.
Clarissa: Que bom que gostou, eu só estava fazendo meu trabalho, agora tenho que ir, boa noite.
xxxx: Tem certeza que vai embora? Suas colegas sempre esperam e acabam ganhando um dinheiro extra, se é que você me entende.
Clarissa: Eu não sou como as minhas colegas, o senhor me contratou para acompanhá-lo e eu o fiz, nossa noite acaba aqui.
xxxx: Não se faça de difícil, eu vou pagar muito bem, querida. – ele veio pra cima de mim querendo me beijar e eu o empurrei com força, na mesma hora ele virou e deu uma tapa no meu rosto.
xxxx: Vadia!
Clarissa: Velho nojento! – abri a porta e sai correndo para dentro de casa, não falei com ninguém, apenas me tranquei no meu quarto, abri a gaveta e peguei o papel com o número do Luan, fui até o escritório do dono daqui e falei pra ele que era sobre um trabalho e que interessaria muito a ele depois, só assim pra aquele idiota sair e me deixar sozinha. Peguei o telefone e liguei pro Luan.

Capítulo 01

Era manhã de quarta-feira e eu acordei com meu celular tocando, ignorei a ligação e virei de barriga para baixo colocando o travesseiro sobre minha cabeça, porém a pessoa que estava ligando continuou a insistir, peguei meu celular e era a minha mãe, atendi:
Luan: Oi mãe, a senhora acabou de me acordar.
Marizete: Desculpe meu filho, mas eu liguei pra avisar que estou no hospital com o seu pai e ele quer te ver.
Luan: O que aconteceu com o meu pai?
Marizete: É melhor você vir aqui.
Desliguei, tomei um banho rápido, me arrumei e saí. Estava preocupado com o meu pai, ele nunca apresentou problemas com a saúde. Cheguei no hospital e encontrei minha mãe logo na entrada, a beijei no rosto e a segui até onde o meu pai estava, entrei e o cumprimentei.
Amarildo: Senta aí, preciso falar com você.
Marizete: Eu vou tomar um café na cantina daqui, qualquer coisa podem mandar me chamar.
Luan: Tá bom, mamusca. – virei para o meu pai e sentei numa poltrona que havia ali. – Pode falar.
Amarildo: Vou ser bem direto com você, estou com câncer e ao que parece não tenho muito tempo de vida. – me assustei no momento, porém continuei ouvindo. – E você é o meu herdeiro, deixarei a casa e alguns bens para sua mãe, porém você herdará a empresa, mas tem uma condição. – olhei atento e curioso. – Você terá que se casar.
Luan: O quê? Pai, que coisa mais clichê, isso é coisa de novela, eu não vou me casar, nem tô namorando alguém. Eu já sou casado, ok? Com a noite!
Amarildo: Luan Rafael é disso que eu estou falando. Você não trabalha, dorme durante o dia todo e passa a noite em festas ficando com várias numa noite só, uma pessoa assim não tem responsabilidade pra cuidar de uma empresa como a nossa, ela precisa ser representada por um homem sério e não um galinha.
Luan: Mas pai, isso é loucura, eu posso virar um responsável sem precisar me casar.
Amarildo: Não Luan, você precisa de uma família e precisa ter um filho, e o meu neto precisa de uma mãe presente, não de uma qualquer, não quero que você engravide alguém irresponsavelmente e fique pagando uma pensão, quero que você tenha uma família, assuma responsabilidades para então conseguir assumir a empresa.
Eu ia protestar mais uma vez, mas o meu pai começou a tossir e passar mal, abri a porta e gritei pela enfermeira que veio correndo e pediu para que eu saísse do quarto, olhei para o meu pai e o vi olhando para mim, então falou com dificuldade enquanto a enfermeira aplicava uma injeção em seu braço.
Amarildo: Não me desaponte, filho.
Sorri para ele e falei: Não irei.
Fechei a porta e fui até a cantina, sentei numa mesa onde estava a minha mãe e pedi um café.
Marizete: Pelo visto você não gostou nada da ideia do seu pai.
Luan: Isso é loucura, eu não consigo me imaginar casado, faz ele mudar de ideia, por favor mamusca.
Marizete: Já tentei, mas seu pai é cabeça dura e na verdade ele tem razão.
Luan: Agora a senhora vai ficar do lado dele?
Marizete: Luan, você não é mais criança, só queremos o seu bem, você apenas está assustado com essa proposta e só está pensando nas coisas ruins, vá pra casa e pense melhor na proposta do seu pai, se realmente você não quiser se casar é só avisar a ele sua decisão e será fácil colocar outra pessoa pra assumir o lugar do seu pai, mas PENSE BEM, aquela empresa é sua por direito.

Fui para o meu apartamento e liguei pra Camila, ela é casada com um dos sócios do meu pai, mas sempre que eu ligo ela vem correndo igual uma cachorrinha. Estava tomando uma cerveja e vendo TV quando ela chegou já sentando no meu colo e me beijando, passei suas pernas em volta de mim, levantei com ela e a levei até a cama, tirei minha camisa e comecei a beijá-la, ela me virou e ficou por cima de mim, tirou toda sua roupa e começou a rebolar no meu colo, aquela cachorra sabia como me provocar, a virei e tirei minha calça junto com a cueca e a penetrei de uma vez só fazendo ela gritar, eu ia bem fundo e ela gemia alto enquanto arranhava minhas costas, a coloquei de quatro e continue botando com força e bem rápido, fizemos mais algumas posições até que gozei nos seus seios, botei uma box e deitei na cama enquanto ela tomava um banho, quando ela saiu do banheiro eu contei toda a história pra ela.
Camila: Se não fosse o meu marido, eu me candidatava para ser sua esposa.
Luan: Você por acaso me perguntou se eu quero?
Camila: Grosso.
Dei um sorriso malicioso: É eu sou mesmo.
Camila: Enfim, você tem que arrumar uma esposa, rápido, porque quando meu marido morrer nós iremos comandar aquela empresa.
Luan: Só acho que vai demorar um pouco pra isso acontecer, vaso ruim não quebra tão fácil assim.
Camila: Daqui a pouco eu mesma o mato, aquele velho já tá enchendo o saco.
Luan: Você que sabe, mas primeiro temos que resolver o meu problema.
Camila: Você consegue a mulher que quiser, isso vai ser fácil.
Luan: Só que o meu pai deixou bem claro que não quer uma qualquer pra ser mãe do neto dele.
Camila: Seu pai vai morrer antes mesmo de você engravidar seja lá quem for, contrata uma dessas acompanhantes, elas fazem tudo por dinheiro.
Luan: Onde eu vou arrumar uma acompanhante que não tenha cara de puta e que tope casar e engravidar só pra cumprir um acordo?
Camila: Não sei, consulte seus contatos, dê seu jeito, não custa nada tentar, é melhor do que você ter que ir a um parque, conhecer uma linda garota de família, fazer ela se apaixonar por você pra depois vocês namorarem, noivarem e por fim casarem, é bem melhor você contratar alguém, depois você se divorcia e o melhor, você não precisa ser fiel.
Luan: Talvez você não sirva só pra transar, Camilinha.
Camila: Nossa Lu, muito obrigada pelo elogio maravilhoso, tô indo nessa.
Luan: Qual é, eu tava brincando. – ouvi a porta bater forte, ela ficou chateada, mas eu não estava nem aí, a ideia que ela deu não era ruim, eu só precisava achar a “acompanhante” perfeita e fazê-la aceitar a minha proposta.