sexta-feira, 11 de março de 2016

Capítulo 25

Clarissa: Tudo bem, eu assino.
Na mesma hora o Luan apareceu.
Luan: Não vai assinar nada.
Camila: O que você tá fazendo aqui?
Luan: O que você acha?
Bruno: Vaza daqui.
Luan: Só saio com a minha esposa.
O Bruno partiu pra cima dele e começaram a brigar. Eu gritava pedindo pra eles pararem e a Camila ria. O Luan imprensou o Bruno na parede e começou a gritar.
Luan: LARGA DE SER OTÁRIO, NÃO DEIXA UMA MULHER DESSA FAZER TUA CABEÇA, SE VOCÊ REALMENTE GOSTA DA CLARISSA DEVE FICAR DO LADO DELA, ELA NÃO TRAIU VOCÊ, ELA NÃO FOI ME VISITAR, ELA FOI VISITAR A MINHA MÃE, LARGA DE SER IDIOTA CARA, OUVE UM POUCO O TEU CORAÇÃO.
Eles se olharam e o Luan soltou o Bruno que logo olhou com raiva pra Camila. Ela foi até uma bolsa e tirou uma arma de lá, o Bruno deu um chute na mão dela e a arma voou longe, porém com o susto ela se desequilibrou do salto e foi tentar se apoiar na janela, mas ela estava aberta então a Camila ela caiu e morreu na hora.

Os meses passaram, Luan e eu estamos morando na casa que era do Marcos, continuamos administrando a empresa juntos e os negócios estão indo melhor do que imaginávamos. Nunca mais ouvi falar do Bruno, o caso da Camila foi o mais comentado durante a semana, mas agora todo mundo já esqueceu. A Marizete está fazendo sucesso com seus quadros, abriu até uma galeria que está dando muito dinheiro. Já conversei com o Luan para eu voltar a faculdade, mesmo me dando bem na empresa o meu sonho é ser jornalista e eu não vou desistir.
Estamos no casamento da Daniela com o Guilherme e eu sou a madrinha junto com o Renato, pensei que o Luan ia surtar, mas ele aceitou de boa, acho que foi só porque o Renato tá namorando. A festa estava linda, a Dani parecia uma princesa, eu chorei rios de emoção.
Clarissa: Eu estou tão feliz por você, amiga. – abracei a Dani bem forte.
Daniela: E eu por você, graças a Deus está dando tudo certo.
Clarissa: Verdade. Aproveite muito sua vida de casada e principalmente a sua lua de mel. – pisquei pra ela e sussurrei – Use bem os meus presentinhos.
Daniela: Pode deixar que hoje o Gui vai levar muita chicotada. Começamos a rir e fomos curtir a festa.
Dancei e comi muito, depois os noivos se despediram e partiram pra lua de mel, pedi ao Luan pra ir pra casa, eu precisava contar uma coisa a ele. Assim que chegamos, tomamos um banho e caímos na cama, eu estava pronta pra contar, mas o Luan veio pra cima de mim e começou a me beijar.
Clarissa: Amor, pára... Eu preciso te contar uma coisa. – eu falava entre o beijo.
Luan: Daqui a pouco cê fala. – ele não parava de me beijar e suas mãos já percorriam meu corpo.
Clarissa: Tem que ser agora. – ele parou e sentou.
Me ajeitei e sentei e ele me olhava querendo que eu falasse logo. Peguei sua mão e beijei a palma da mesma, ele me olhou sem entender, então eu coloquei sua mão sobre minha barriga e sorri. Ele demorou pra entender, mas logo abriu o sorriso mais lindo que eu já havia visto.
Luan: Ai meu Deus, meu amor, é sério? – balancei a cabeça positivamente. Ele deu vários beijinhos na minha barriga, parecia que ia explodir de felicidade. – Não acredito, eu vou ser pai!!! Obrigado meu amor, muito obrigado por esse presente divino. – ele me abraçou forte.
Clarissa: Agora seremos uma família completa. Eu te amo tanto, Luan. – ele me soltou do abraço e segurou meu rosto fazendo um carinho na minha bochecha com o polegar.

Luan: Eu te amo muito mais, você foi a melhor coisa que aconteceu na minha vida, você e essa coisinha minúscula! – alisou minha barriga – Não consigo descrever o quanto estou feliz, sou eternamente grato a você, obrigado por mudar minha vida. – ele me abraçou novamente e voltou a me beijar, nos amamos a noite toda, adormeci com ele fazendo carinho na minha barriga, tudo estava perfeito, parecia um sonho e eu não queria acordar, finalmente estou sendo feliz, finalmente minha vida faz sentido. Eu não queria mais nada, apenas que aquele momento se eternizasse.


The End!

Obrigada a todos que lerem essa mini-fanfic. E espero contar com vocês
na próxima. Beijos! Ari. (:

quinta-feira, 10 de março de 2016

Capítulo 24

Na quarta-feira à noite eu falei pro Bruno que ia pra casa da Dani, peguei um táxi e fui à casa da dona Marizete. O jantar foi maravilhoso, havia alguns parentes do Luan, conheci todos, me senti da família, o Luan me apresentava com sua sócia e amiga, já estava ficando bem tarde.
Clarissa: Preciso ir embora, infelizmente.
Luan: Eu levo você.
Clarissa: Não precisa se incomodar.
Marizete: É claro que ele leva, é perigoso você ir sozinha há essa hora. – concordei e aceitei.
Me despedi de todos e segui o Luan até onde o carro estava, ele abriu a porta pra mim e eu entrei, fomos calados por um tempo, mas eu resolvi quebrar o silêncio.
Clarissa: Seus parentes são muito legais.
Luan: Se você gosta de gente velha. – nós rimos.
Clarissa: Adorei a noite.
Luan: Que bom que gostou! Clarissa, os papéis estão prontos.
Clarissa: Que papéis?
Luan: Do divórcio, temos que assinar amanhã.
Clarissa: Ok. – virei o rosto pra janela e fiquei pensando, eu não sei se queria mais me separar do Luan, o Bruno está muito estranho ultimamente e os momentos com o Luan tem sido ótimos, eu estava muito confusa.
Chegamos, agradeci e desci. Entrei em casa e estava tudo escuro, chamei pelo Bruno e ele não respondeu, senti uma pancada muito forte na cabeça e não lembro mais de nada.


LUAN  NARRANDO

Deixei a Clarissa em casa e dei a volta, quando estava saindo vi a Camila na janela da casa, achei muito estranho, ainda bem que ela não me viu. Escondi meu carro num lugar bem escuro e rodeei a casa, pra minha sorte a porta dos fundos estava aberta, entrei sem fazer barulho, estava tudo muito escuro, subi para o primeiro andar e ouvi vozes, havia uma porta aberta, fui andando bem devagar e parei perto da porta, encostei na parede pra ninguém me ver . A Camila e o Bruno estavam amarrando a Lissa numa cadeira, ela estava desacordada, fiquei observando tudo pra saber o que iriam fazer e pensando em que atitude eu tomaria pra ajudá-la, logo eles jogaram água na cara dela e ela acordou, fiquei quietinho observando.


CLARISSA  NARRANDO

Acordei com alguém jogando água no meu rosto, abri meus olhos com dificuldade e vi a Camila e o Bruno, eu estava amarrada.
Clarissa: O que tá acontecendo? Bruno, você tá com ela? – ela deu um tapa na minha cara.
Camila: Caladinha, vou te contar tudo, afinal somos amigas, né?! – ela falava caminhando pelo quarto – Tudo começou quando o idiota do Luan resolveu me entregar pro meu falecido ex marido, ele me pegou o traindo e me mandou embora, eu queria me vingar do Luan, então falei com uma amiga minha que o seduziu, mas ela disse que na hora H ele começou a chorar dizendo que amava a Clarissa e dormiu, isso mesmo Clarissa, eles não transaram, ela só tirou a roupa dele e a dela e dormiu e você caiu feito uma otária. – eu estava fervendo de raiva já  Meses depois o Marcos veio atrás de mim pedindo o divórcio, mas se eu desse o divórcio não teria direito a nada, então armei uma emboscada e o matei, sim Clarissa, fui eu, se ele morresse sem nos separarmos a esposa teria que ficar com tudo, ele não tinha filhos mesmo, mas aí aquele filho de uma puta deixou uma carta falando da bastarda dele, como pode isso? Primeiro você me tirou o Luan, agora tirou minha herança? Eu tenho ódio de você, garota! – eu estava impressionada com tudo aquilo, porém fiquei calada apenas ouvindo ela falar – Eu estava disposta a me vingar de você, procurei o Luan e ele não quis me ajudar, um fraco apaixonadinho, então naquele dia que você me viu na empresa eu esbarrei com o Bruno e falei pra ele toda a verdade.
Clarissa: Que verdade?
Bruno: Que você tava se encontrando com aquele idiota, como pode fazer isso? Eu amava você.
Camila: O tirei da empresa e conversamos bastante, então o instrui a seguir você e ele o fez. Quando viu que você estava na casa da mãe do Luan ele voltou correndo pra cá e me ligou pra botarmos nosso plano em prática.
Clarissa: Que plano? Vai me matar? – o Bruno virou pra Camila.
Bruno: Você prometeu que não a machucaria.
Camila: Eu não vou te matar. Você simplesmente vai assinar esse papel... – ela mostrou o papel na mão dela – Passando a empresa e a casa pro meu nome e depois vai mandar um e-mail pro gerente do seu banco passando todo o seu dinheiro pra minha conta.
 Clarissa: E se eu não quiser?
Camila: Eu mato a Marizete.
Não acredito que ela estava fazendo isso, eu teria que assinar, tenho um carinho muito grande pela Marizete. E o Bruno? Que decepção.  

quarta-feira, 9 de março de 2016

Capítulo 23

Acordei bem cedo no domingo, fiz minhas higienes, me arrumei, escrevi um bilhete pro Bruno e saí, estava decidida a ir a casa dessa pessoa, eu precisava de conselhos de alguém experiente e maduro, bati na porta, me atenderam e fui levada até a sala de jantar onde a dona Marizete estava tomando café, ela sorriu ao me ver.
Marizete: Clarissa, que surpresa, sente e tome café comigo. – puxei uma cadeira e sentei – A que devo a honra da visita? Não te vejo faz tanto tempo.
Clarissa: Passei um tempo no Rio de Janeiro, o Luan e eu terminamos como a senhora já deve saber, ando com a cabeça confusa, queria conversar com alguém. – nesse momento o Luan apareceu, deu um beijo na testa da mãe e olhou pra mim.
Luan: O que você tá fazendo aqui?
Clarissa: Vim visitar sua mãe, não sabia que você tava aqui, já tô indo. – levantei.
Marizete: Não, pode ficar querida. – o Luan pegou uma maçã.
Luan: Pode ficar aí, vou pro meu lugar mãe. – e saiu.
Clarissa: Não sabia que ele tava aqui. – sentei novamente.
Marizete: Ele está morando comigo desde que você se foi, ele me conta tudo, sei que é filha do Marcos, sei que está namorando, sei que brigaram no carro do Luan, sei tudo. – baixei a cabeça com um pouco de vergonha – Também sei de coisas que não me contaram.
Clarissa: Tipo o que?
Marizete: Sei que meu filho ama você e sei que você o ama também, vejo em seu olhar.
Clarissa: Quem ama não trai.
Marizete: Não vou defendê-lo por ser meu filho, mas você já parou pra ouvi-lo?
Clarissa: Não preciso ouvir mentiras, eu vi tudo.
Marizete: Certeza que viu tudo? Não estou dizendo que meu filho é inocente, mas se ele tivesse traído você ele seria honesto, teria pelo menos me dito, o Luan não mente pra mim.
Clarissa: Tem certeza?
Marizete: Sei que era uma acompanhante de luxo que fez um acordo para se casar com o Luan, sei também que ele ficava com aquela ex-esposa do Marcos, que Deus o tenha. – fiquei impressionada – Clarissa, sei que está magoada, mas você precisa parar pra analisar os fatos, você está com esse rapaz para esquecer meu filho, mas está adiantando? E você acha certo usar uma pessoa que não tem nada haver com vocês? Meu filho está bebendo muito, ele sai e só chega no outro dia, ele fazia isso antes mas agora está pior, quando você estava com ele o Luan se tornou uma pessoa melhor. Não estou pedindo pra que volte pra ele, apenas peço que o ouça, e ouça o seu coração também, esqueça um pouco da raiva e da razão, dê um pouco de ouvidos ao sentimento.
Concordei e fiquei pensando no que ela havia dito, ela tinha razão. Tomamos café e ela me chamou pra passear em seu jardim, andamos um pouco por lá, era muito grande e bonito, um pouco distante avistei o Luan.
Clarissa: O que ele está fazendo?
Marizete: Tiro ao alvo, ele faz isso desde pequeno. Vá lá ver, vá falar com ele, quebre esse clima entre vocês.
Clarissa: Não sei.
Marizete: Nossa conversa foi em vão?
Balancei a cabeça negativamente e fui até lá, notei vários alvos, alguns mais perto, outros mais distantes, quando me aproximei ele tirou uma flecha de uma espécie de mochila que estava em suas costas, posicionou no arco e atirou, ele acertou bem no meio do alvo.
Clarissa: Uau, você é bom. – ele olhou pra mim e sorriu de lado – Não sabia que você gostava disso.
Luan: Tem muita coisa sobre mim que você não sabe. – respirei fundo mas continuei.
Clarissa: Não é um esporte meio antigo?
Luan: Sim, mas foi o único que me chamou atenção realmente, gosto de futebol e outros esportes, mas esse é a minha paixão. Quer tentar? – ele me olhou.
Clarissa: Eu?
Luan: É, ou você tenta atirar ou eu boto uma maçã na sua cabeça como alvo – começamos a rir.
Clarissa: Vou tentar então.
Ele me deu o arco e eu segurei, peguei uma flecha e tentei posicionar, mas eu era muito desajeitada, então ele ficou por trás de mim e me ajudou, senti seu corpo junto ao meu e aquilo me causou arrepios, juro que senti minha perna tremer, nem preciso mencionar que as borboletas do meu estômago estavam a mil, né?! Ele segurou minha mão e me ensinou a posicionar a flecha no arco, e me mandou puxar a flecha pra trás esticando a linha do arco, segurei firme e ele soltou minha mão, continuei segurando o arco e a flecha.
Luan: Agora mire e solte. – mirei, soltei e acertei na linha preta do alvo – Muito bom pra uma iniciante.
Clarissa: Foi divertido. – ele continuava atrás de mim e eu virei de frente pra ele, estávamos rindo e nossos olhares se encontraram, ficamos nos olhando por um tempo e fomos nos aproximando, até que meu celular toca no meu bolso, era o Bruno, desliguei, depois eu iria retornar.
Luan: Era o meu urso? – ele riu e se afastou de mim.
Clarissa: Não fala assim.
Luan: Por que não atendeu?
Clarissa: Não quis. Luan, quero atirar mais vezes.
Luan: Pode vim sempre que quiser, contanto que venha sozinha, não me simpatizo com seu namorado.
Clarissa: Certo, tenho que ir. – estava indo quando ele me chamou, meu coração acelerou.
Luan: Clarissa!
Clarissa: Sim?
Luan: Os papéis do divórcio já estão em andamento. – senti um aperto e dei um sorriso de lado meio triste.
Clarissa: Certo. – virei e fui embora.

Fui pra casa e o Bruno tava deitado na cama vendo TV.
Bruno: Onde você tava?
Clarissa: Te deixei um bilhete avisando que fui andar um pouco.
Bruno: Eu li, mas você ficou esse tempo todo andando por aí?
Clarissa: Foi, parei numa padaria e comi alguma coisa também.
Bruno: Hum.
Clarissa: Vou tomar um banho. – tomei um banho bem demorado pensando na minha manhã com o Luan. Passei o dia vendo TV com o Bruno, sem pegação, apenas assistindo.

No dia seguinte fomos trabalhar, na minha mesa havia uns papéis que eu não entendi muito bem o que significava, resolvi pedir ajuda, abri a porta do Luan sem bater e a Camila estava lá, eles estavam discutindo, não ouvi direito o motivo da discussão porque eles perceberam a minha presença e pararam de falar.
Clarissa: Desculpe, não sabia que estava ocupado. – virei pra ela – Camila, querida, a que devo a honra da sua visita a minha empresa?
Camila: Sem falsidade pro meu lado, por favor.
Clarissa: Eu? Falsa com você? Pensei que fôssemos amigas, afinal frequentávamos o mesmo salão, não é mesmo? – comecei a rir e ela se aproximou de mim com raiva.
Camila: Pode rir a vontade, Clarissa, ria enquanto pode. – e saiu batendo a porta com força.
Camila: Nossa, tô morrendo de medo dela. – falei rindo.
Luan: Ela ainda acha que tem direito a alguma coisa, coitada.
Clarissa: E o que ela veio fazer aqui?
Luan: Ela quer que eu dê um jeito de tirar você da empresa, quer dinheiro, quer abusar de mim sexualmente, essas coisas. – rimos – E você, o quer?
Clarissa: Ah, não tô entendendo muito bem o que esses papéis querem dizer. – entreguei os papéis a ele e sentei na sua frente, ele começou a me explicar tudo o que eu precisava saber – Valeu mesmo, agora entendi tudo.
Luan: Parece complicado, mas é bem simples, qualquer dúvida pode vim falar comigo. – balancei a cabeça positivamente e levantei – Ah, Clarissa, quarta-feira é aniversário da minha mãe, você não quer jantar com a gente? Ela gosta muito de você.
Clarissa: Darei um jeito de ir.
Voltei pra minha sala e o Bruno não estava lá. Terminei meu trabalho e já estava na hora de ir, porém nada do Bruno aparecer, liguei mil vezes e só dava desligado, fiquei preocupada, mas fui pra casa, ele podia ter se sentido mal e foi pra casa, mas quando cheguei lá não havia ninguém, tentei ligar de novo e continuava desligado. Meia-hora depois ele chega.
Clarissa: Onde você estava?
Bruno: Fui resolver umas coisas minhas.
Clarissa: E por que não me avisou?
Bruno: Era urgente, Clarissa.
Clarissa: Podia ter deixado o celular ligado.
Bruno: Descarregou.
Clarissa: Hum, ok. Vou fazer algo pra gente jantar.
Bruno: Já comi na rua. – ele subiu, tomou um banho e deitou.
O Bruno estava muito estranho e eu iria descobrir o motivo. Fiz um sanduíche, comi e fui dormir.

Capítulo 22

LUAN  NARRANDO

Depois que a Clarissa falou que tava namorando eu parti pro bar e bebi muito, fiquei com duas mulheres e acabei trasando com uma lá mesmo, fui pra casa e dormi pra caramba, acordei atrasado pro trabalho e com uma dor de cabeça muito forte, fiz minhas higienes, tomei um remédio, me vesti e fui pra empresa, meu humor não estava nada bom, assim que cheguei dei de cara com a Clarissa e um mauricinho, passei direto mas ela falou.
Clarissa: Educação mandou lembranças.
Luan: Fala pra ela que depois eu mando uma carta.
Clarissa: Alguém levantou do lado esquerdo da cama hoje. – ela riu.
Luan: Clarissa, eu não tô com paciência pras suas gracinhas.
Clarissa: Que bicho te mordeu, garoto? – a ignorei e virei pro cara.
Luan: Quem é você?
Bruno: Sou o Bruno, namorado e assistente da Clarissa.
Luan: Ah, o meu urso.
Clarissa: Deixa de falar besteira.
Luan: Aproveitem bem a minha empresa.
Clarissa: NOSSA empresa.
Luan: Isso, madame, com licença. – saí dali e me tranquei na minha sala, passei o dia todo lá sem sair pra nada, não queria ver a cara daqueles dois, além de namorar estando casada comigo ela ainda ousa trazer esse idiota pra trabalhar na minha empresa, esperava mais dela.



CLARISSA  NARRANDO

Era um lindo sábado de sol e eu chamei a Dani e o Gui pra passarem o dia comigo, estávamos na piscina, os meninos faziam um churrasco e conversavam sobre o jogo de ontem e nós ficamos tomando sol pra ficarmos bronzeadas. Contei tudo o que aconteceu pra ela que ficou boquiaberta.
Daniela: Ai meu Deus, quanta coisa, você ficou rica de uma hora pra outra.
Clarissa: Né?!
Daniela: Escolhi a madrinha certa. – nós rimos.
Clarissa: Safada! E o seu trabalho? – ela tá trabalhando em um jornal.
Daniela: Está indo muito bem. – ela pegou a bolsa e tirou uns jornais de lá – Veja as minhas matérias! *-*  peguei os jornais e li algumas matérias, todas muito boas.
Clarissa: Arrasou, vou passar a comprar jornal agora.
Daniela: Acho bom. – nessa hora o Bruno nos levou um prato com carne, me deu um selinho e saiu – Amiga, você tem certeza que quer o divórcio?
Clarissa: Claro que tenho, por que a pergunta?
Daniela: Você não ama o Bruno.
Clarissa: Por que tá dizendo isso?
Daniela: Porque você não olha pra ele como eu olho pro Guilherme, você não olha pra ele como você olha pro Luan.
Clarissa: Cê tá falando besteira.
Daniela: Minta pra quem quiser, mas não minta pra si mesma.
Ela mergulhou na piscina e eu fiquei pensando nas palavras dela, o Guilherme entrou na piscina e eles ficaram brincando, lembrei de mim com o Luan na piscina da casa de praia, foi impossível não sorrir, fiquei perdida em meus pensamentos até que ouvi o Bruno me chamar.
Bruno: Tá sonhando acordada? – ele sentou ao meu lado.
Clarissa: Não, só tava observando eles dois, são lindos juntos.
Bruno: São mesmo, assim como nós dois. – ele segurou meu queixo e me beijou, parei com um selinho e deitei a cabeça no seu ombro. 
A noite chegou e a Dani e o Gui foram embora, tomei um banho, vesti uma roupa leve e fui pra cozinha, estava preparando o jantar quando o Bruno chegou me abraçando por trás.
Bruno: O que cê tá fazendo?
Clarissa: Algo pra gente comer. – falei baixo e sem olhar pra ele.
Bruno: Aconteceu algo? Você tá estranha. – balancei a cabeça negativamente – Tô com fome de você. – falou beijando meu pescoço, me arrepiei.
Clarissa: Agora não, Bruno. Tô ocupada.
Bruno: Agora sim!
Ele me virou de frente pra ele e me beijou, correspondi largando a faca que estava na minha mão, o beijo ia ficando cada vez mais quente, então ele me segurou e me sentou no balcão ficando entre as minhas pernas, ele foi descendo os beijos pelo pescoço enquanto abaixava a alça do meu vestido, ele baixou a parte de cima do meu vestido até minha cintura e começou a chupar meus seios, chupava um enquanto apertava o outro e depois revesava e eu mordia meus lábios querendo muito mais, então ele me tirou do balcão, tirou meu vestido e me virou de costas, abaixou ficando de joelhos, afastou minhas pernas, botou minha calcinha para o lado e começou a chupar minha intimidade, eu apertava meus peitos enquanto ele chupava, ele parou e eu ia reclamar até que ele levantou, colocou seu membro pra fora da bermuda, levantou uma perna minha e a colocou em cima do balcão, ficamos assim por muito tempo até que ele gozou e tirou seu membro, senti seu gozo escorrer um pouco na minha perna, ele me deu um beijo e mordeu meu lábio. Logo sentimos um cheiro de queimado, pelo visto não tinha sido só nós que pegamos fomos, a minha carne também.

Capítulo 21

LUAN  NARRANDO

Seis meses se passaram desde que a Clarissa se foi, eu sofri bastante, mas decidi que não iria mais sofrer, eu sou Luan Rafael Domingos Santana e não vou ficar me isolando e chorando por causa de uma mulher que não tá nem aí pra mim. Há quatro meses voltei a sair à noite, pego várias, tô recuperando o tempo perdido, nunca mais ouvi falar da Clarissa, mas sempre lembro dela, só tento me conformar porque sei que ela não vai mais voltar. Havia acabado de chegar na minha empresa, entrei no meu escritório e a Marisa veio atrás.
Marisa: Bom dia, a pessoa que vai assumir o lugar do Senhor Marcos chegará em dez minutos, a sala de reuniões já está pronta.
Luan: Certo, obrigado.
Ela saiu e eu fiquei pensando em quem seria o herdeiro do Marcos, por uns instantes pensei que fosse a Camila, mas acho que ele não faria isso. Fui para sala de reuniões e fiquei esperando, quando a porta abriu eu não acreditei no que vi, era a Clarissa. Estava linda, mudou o cabelo, suas roupas estavam diferentes, mas sérias, ela parecia uma mulher madura, mas em seu olhar pude ver que ela era a mesma Clarissa, a minha Clarissa.



Luan: Clarissa? – não pude evitar meu sorriso.
Clarissa: Olá Luan. – ela estendeu a mão para que eu apertasse, o fiz e desfiz meu sorriso.
Luan: Que surpresa! – virei pro Roberto e apertei a mão dele – Como vai? – virei pra Clarissa novamente – Pensei que nunca mais a veria novamente.
Clarissa: Acostume-se, me verá todo dia agora, assumirei o lugar do Marcos.
Luan: O quê? Por que você?
Clarissa: Sou filha dele. – fiquei muito surpreso com isso, ela me contou tudo, agora eu sabia porque ele olhava tanto pra ela.
Luan: Então seja bem-vinda, sócia!
Clarissa: Obrigada. Tem outro assunto que eu quero tratar com você.
Luan: Diga.
Clarissa: O divórcio.
Luan: Tem certeza que quer isso?
Clarissa: Sim. – ela parecia bem firme, virei pro Roberto.
Luan: Pode nos deixar a sós? – ele saiu da sala e eu me aproximei da Clarissa – Senti sua falta.
Clarissa: Cada um com seus problemas. – ela se afastou e eu a puxei pelo braço colando seu corpo no meu, pude sentir seu cheiro, como senti falta daquele perfume – Me solte, Luan.
Luan: Pra que jogar tudo o que vivemos no lixo?
Clarissa: Tudo o que vivemos foi uma mentira, desde o começo.
Luan: Pode ter sido uma mentira no começo, mas meu sentimento por você agora é verdadeiro, e sei que o seu por mim também é.
Clarissa: O meu sentimento por você morreu quando te vi na cama com aquela vagabunda. – ela me empurrou com força se afastando de mim.
Luan: Clarissa, sobre aquela noite, eu não me lembro de ter transado com aquela mulher, acredite em mim.
Clarissa: Eu acredito no que eu vi. E, olha, eu não quero mais saber desse assunto, ok? Só fale comigo se for algo sobre a empresa ou sobre o divórcio. – ela virou pra ir embora.
Luan: Você que sabe, Clarissa.
Clarissa: Tenha um bom dia. – ela saiu e eu fiquei lá me sentindo um idiota, eu devia ter a beijado, mas agora vai ser mais fácil reconquistá-la, a verei todos os dias, pude ver em seu olhar que ela ainda me ama.


CLARISSA  NARRANDO

 Acordei cedo, fiz minhas higienes, me vesti, pedi pro Bruno cuidar da casa, fazer compras e resolver as coisas do nosso trabalho e da minha faculdade, iremos nos demitir e eu trancarei a faculdade, tenho que me dedicar a empresa agora, o Bruno será meu assistente, ah ele também vai resolver como vai trazer o Thor pra cá. Deixei o Bruno com essas bombas pra resolver e fui me encontrar com o Roberto, de lá fomos pra empresa, meu estômago queimou ao ver o Luan (malditas borboletas), mas segui firme, ele ficou surpreso em me ver e mais surpreso ainda com a noticia de que eu trabalharia com ele agora, falei do divórcio e ele não gostou nada, o Roberto saiu e nós ficamos sozinhos, e ele me puxou colando nossos corpos, fiquei muito nervosa mas não demonstrei, ele veio com um papo de sentimento e de que não me traiu, fiquei com muita raiva o empurrei e saí dali, pedi pra Marisa me mostrar minha sala e me deixar a par da situação da empresa, nunca lidei com esse tipo de coisa mas iria me esforçar. Terminei minha parte por hoje e fui pra casa, já estava escurecendo, as pessoas largavam de seus trabalhos então estava difícil de passar um táxi vazio, quando vejo um carro para do meu lado, era o Luan, ela abaixou o vidro.
Luan: Entra, eu te levo, vai chover.
Clarissa: Não vai não. – no mesmo instante começou a cair um toró, entrei rapidamente antes que ficasse toda molhada – Obrigada.
Luan: De nada, tá morando na casa do Marcos?
Clarissa: A casa agora é minha.
Luan: Muito grande pra você morar sozinha, não acha?
Clarissa: Moro com meu namorado. – ele deu uma freada e virou pra mim.
Luan: Você tá namorando? – pude ver raiva e tristeza nos seus olhos.
Clarissa: Sim, nos conhecemos no Rio.
Luan: Clarissa, ainda somos casados.
Clarissa: Por isso pedi o divórcio.
Luan: Você é tão hipócrita.
Clarissa: O quê?
Luan: Isso, me julgou tanto e olha só, você tá me traindo.
Clarissa: Não estamos mais juntos eu fui fiel ao nosso sentimento, mas acabou.
Luan: Eu sou um idiota mesmo, um burro.
Clarissa: Concordo.
Luan: Você é uma vagabunda.
Clarissa: Mais respeito, Luan Rafael! – havia parado de chover.
Luan: Se dê ao respeito primeiro, se queria tanto ficar com outro por que não pediu o divórcio antes?
Clarissa: Por que eu não queria olhar pra sua cara.
Luan: Adiantou alguma coisa? Você agora vai me ver todos os dias, Clarissa.
Clarissa: Infelizmente. Agora me dê licença que eu tenho mais o que fazer. – saí do carro e bati a porta, na mesma hora um táxi passou e eu o peguei, não estava acreditando em tudo que o Luan falou, uma hora diz sentir algo por mim, outra hora me chama de vagabunda, vai entender esse garoto, ele vai se arrepender por isso. Cheguei em casa e senti um cheiro bom, fui até a cozinha e o Bruno estava lá.
Clarissa: Hum, que cheiro bom. – tirei meu blazer e sentei numa cadeira.
Bruno: Lasanha congelada. – nós rimos e ele tirou a lasanha do micro-ondas, comemos e ficamos satisfeitos. Contei tudo o que havia acontecido, inclusive da briga com o Luan, o Bruno ficou com muita raiva dele, mas eu o acalmei, depois ele me contou tudo o que ele resolveu.
Clarissa: Tô tão cansada e o cansaço aumenta só de pensar que tenho que subir escadas pra chegar no quarto.
Bruno: Xô preguiça, xô preguiça. – ele ficou cantando e nós começamos a rir.

Subimos pro quarto, e resolvemos tomar um banho de banheira na suíte, ficamos lá relaxando, depois nos vestimos e fomos dormir, amanhã o Bruno iria começar na empresa como meu assistente, nem quero imaginar como vai ser quando os dois se encontrarem.

segunda-feira, 7 de março de 2016

Capítulo 20

No dia seguinte o Bruno e eu pegamos o voo pra São Paulo bem cedo. Quando chegamos liguei pro tal advogado e ele me deu o endereço do seu escritório, queria saber logo do que se tratava, então pegamos um táxi e fomos logo. Chegando lá ele me atendeu e pediu pra falar comigo em particular, o Bruno ficou esperando e eu entrei na sala com ele.
xxxx: Dona Clarissa, eu sou o Roberto, advogado do Senhor Marcos, como a senhora deva saber ele morreu há três dias, mas dois meses antes de morrer ele me entregou uma carta e disse pra eu entregá-la a você quando ele morresse. – olhei pra ele sem entender nada e ele me entregou um envelope, tirei a carta e comecei a ler.

“Querida Clarissa.
Você deve estar achando tudo isso muito estranho, mas eu vou explicar tudo. Quando eu era mais novo conheci uma mulher, Margarete, e me envolvi com ela, era uma mulher de uma beleza exuberante, nos apaixonamos e ela acabou engravidando, mas eu não soube de sua gravidez. Eu era casado com a minha primeira esposa, então nosso caso era escondido, mas de alguma forma minha esposa descobriu e foi atrás da moça e a ameaçou, ela disse a Margarete que se tornasse a me procurar ela mataria a criança. Margarete com medo fugiu pra bem longe. Eu só soube disso no leito de morte da minha esposa, ela me contou tudo e me pediu perdão, por causa dela eu nunca conheci meu filho. Mas no dia do enterro do Amarildo eu vi você, você era igualzinha a Margarete, eu achei que era loucura da minha cabeça, mas na festa eu tive certeza, você é a minha filha, Clarissa. Você pode achar isso loucura, infelizmente não tenho como te provar pois não te achei, o Luan não quis me falar onde você estava, mas eu não preciso de provas, meu coração sabe que você é minha filha, minha única filha e herdeira de todos os meus bens. Infelizmente não posso te abraçar, não posso ver sua reação, mas saber que eu te vi e te toquei pelo menos uma vez já me deixa muito feliz. Agora você sabe quem era seu pai e quem era sua mãe, se ainda duvida pega a única foto que eu tinha da Margarete e veja o quanto são parecidas. Você é fruto de um amor verdadeiro, Clarissa. Pode ser tarde demais pra dizer isso, mas eu te amo filha.
Com amor, Marcos.”

Quando terminei de ler percebi que eu estava chorando, como pode? Eu era órfã e agora me aparece essa, só podia ser mentira. Tirei a foto do envelope e analisei a foto, realmente eu era a cara dela. O que eu faria agora? Até uns minutos atrás eu era uma jornalista iniciante correndo atrás dos seus sonhos e agora sou herdeira de uma fortuna.



Roberto: Não chore, você agora é rica.
Clarissa: Você sabia disso tudo?
Roberto: Sim, ele me contou tudo, sou a única pessoa em que ele confiava. Ele ia deixar uma parte pra Camila, mas depois da confusão toda ele deixou tudo pra você.
Clarissa: Não sei se tô pronta pra isso.
Roberto: Você agora é dona da casa, de toda a fortuna e da parte dele na empresa.
Clarissa: O quê? Eu sou da empresa agora? A empresa do Luan?
Roberto: Não da empresa toda e sim da parte dele, que é uma parte grande também. – pensei direitinho, seria um grande retorno, um choque pra todos, principalmente pro Luan e pra Camila, eu retornaria muito poderosa.
Clarissa: Tudo bem, eu vou assumir tudo isso. Ah, Roberto.
Roberto: Sim?
Clarissa: Já que meu pai confiava em você, você será meu advogado e seu primeiro trabalho pra mim será cuidar do meu divórcio.
Roberto: Certo. – ele abriu a gaveta e me deu uma chave – Essa é a chave da casa, você já sabe onde fica, ela é sua. – peguei e agradeci.

Apertei sua mão e fui embora, no caminho contei tudo pro Bruno que ficou sem acreditar. Chegamos a casa enorme que estava vazia, nem empregados haviam mais, nos acomodamos e tiramos um cochilo, demorei pra conseguir dormir só pensando no meu retorno a empresa, como pode isso? Quando eu estava conseguindo esquecer o Luan o destino dá um jeito de fazer a gente se reencontrar, eu não sei se estava preparada pra isso, a ansiedade estava tomando conta de mim.

Capítulo 19

LUAN  NARRANDO

Já faz um tempo que a Clarissa foi embora e está cada dia mais difícil, a Camila vem aqui quase todo dia querendo ficar comigo mas eu mando ela desaparecer, ando carente pra caramba mas não quero uma mulher como ela. A Clarissa não me atende mais, não responde minhas mensagens e isso está sendo torturante. Não tenho ido a empresa, resolvo tudo aqui mesmo por e-mail, passo o dia vendo TV e tomando cerveja, não sei o que diabos estou fazendo com a minha vida, eu preciso da Clarissa de volta.


CLARISSA  NARRANDO

Passei o sábado e o domingo trancada em casa evitando o Bruno, mas a segunda chegou e nos veríamos no trabalho, eu saí mais cedo pra não vê-lo. Cheguei bem cedo no trabalho e fui pra minha sala, 30 minutos depois ele entrou.
Bruno: Posso falar com você? – concordei com a cabeça e ele fechou a porta Por que tá me evitando?
Clarissa: Vou ser direta com você, eu sou casada. – ele me olhou assustado.
Bruno: Por que nunca me falou?
Clarissa: Terminamos, mas ainda sou casada no papel.
Bruno: O que é um papel comparado a um sentimento?
Clarissa: Mas eu não sinto nada por você, Bruno.
Bruno: Certeza? Não foi o que pareceu na sexta.
Clarissa: Aquilo não devia ter acontecido.
Bruno: Mas aconteceu, e você gostou.
Clarissa: Gostei, mas não pode se repetir.
Bruno: Por que não? Vocês terminaram, só não se divorciaram ainda.
Clarissa: Mas eu não quero fazer com ele o que ele fez comigo.
Bruno: O quê?
Clarissa: Trair, ele me traiu!
Bruna: Então você já fez isso e, olha, um cara que trai a mulher não a merece! – ele se aproximou de mim e segurou meu rosto Homem não trai, quem trai é moleque, então me deixa fazer você esquecer esse moleque, deixa eu te provar que sou um homem, me deixa te fazer feliz. – ele me beijou e eu correspondi, eu não queria usar o Bruno, mas ele podia me ajudar a esquecer o Luan. Isso parecia ser muito errado, mas não custava tentar, eu quero esquecê-lo e, como dizem, só se cura um amor com outro.


6 MESES DEPOIS

Muita coisa mudou nesse tempo, o Bruno e eu saímos da WebTV e estamos trabalhando em uma emissora local, com o tempo vamos crescendo, ah estamos namorando há cinco meses, consegui transferência e estou fazendo a faculdade aqui, o Luan nunca mais me procurou, tudo está perfeito. A Dani me ligou há dois dias dizendo que o Marcos, ex marido da Camila, havia sido assassinado, não liguei muito, eu não gostava dele mesmo. Ah, a Dani e o Gui estão noivos e eu sou a madrinha, haha.
Eu estava me arrumando pra sair com o Bruno quando meu celular tocou, não conheci o número, mas era de São Paulo.

Clarissa: Alô?
xxxx: Senhora Clarissa Andrada Santana?
Clarissa: É ela, quem é?
xxxx: Eu sou um advogado que precisa tratar de um assunto muito delicado com a senhora.
Clarissa: Que assunto?
xxxx: Só posso falar pessoalmente.
Clarissa: Mas eu estou no Rio de Janeiro.
xxxx: A Senhora tem dois dias pra comparecer ao meu escritório.
Clarissa: Tudo bem, qualquer coisa eu retorno.

Fiquei pensando no que poderia ser, até que o Bruno chegou, contei tudo pra ele.
Bruno: Pode ser sobre o divórcio.
Clarissa: Você acha?
Bruno: O que mais seria?
Clarissa: Não faço ideia.
Bruno: Talvez ele não queira te falar, então mandou um advogado.
Clarissa: E por que ele não me disse que se trata do divórcio?
Bruno: Acho que pra fazer suspense.
Clarissa: Então, você acha que eu devo ir?
Bruno: Sim e eu vou com você!

Capítulo 18

A sexta-feira chegou, tenho me dado muito bem no trabalho, estou começando com matérias pequenas, é uma WebTV e estou começando agora, então né, mas eu estava me saindo super bem, sempre recebendo elogios de todos, estava indo pra casa com o Bruno.
Bruno: Vamos pra uma festa hoje?
Clarissa: É disso que eu estou precisando! – olhei pela janela e vi um salão de beleza Pode parar aqui? – ele parou e eu desci Te encontro mais tarde!
Ele foi embora, entrei no salão e estava lotado, porém assim que entrei uma mulher havia acabado de ajeitar o cabelo, então sentei logo na cadeira, a cabeleireira perguntou como eu queria e eu expliquei, fiz cabelo, unha, tudo, fui pra casa, me arrumei e já era a hora de ir à festa, tirei uma foto e postei no insta.


Logo vários curtiram e comentaram aprovando a minha mudança, ouvi a porta batendo e era o Bruno, abri e ele ficou boquiaberto.
Bruno: Uau, você está linda!
Clarissa: Obrigada, vamos!
Chegamos na festa e estava tocando música eletrônica, fomos pra pista, o Bruno cumprimentava várias pessoas, ele era bem popular, algumas meninas só faltavam implorar pra ele ficar com elas, ele pegou duas bebidas e eu peguei uma, fomos pra pista e começamos a dançar. Logo começou a tocar um funk, comecei a dançar até o chão e o Bruno me olhava com desejo, ao perceber seu olhar comecei a provocar, então ele me puxou colando meu corpo no dele e começamos a dançar juntinhos, eu rebolava na perna dele o levando a loucura, o ouvi sussurrar no meu ouvido: "Não me provoca assim ou eu não respondo por mim". Ao ouvir isso comecei a provocar mais, não sei o que estava dando em mim, eu me sentia sensual, nossos olhos se encontraram, ele colocou a mão na minha nuca, puxou e me beijou e eu deixei, ficamos nos beijando por muito tempo e o clima estava esquentando ali, então ele parou o beijo, segurou minha mão e falou no meu ouvido: "Vamos pra casa". Concordei e fomos, ele dirigiu rápido, assim que chegamos fomos nos pegando já nas escadas, entramos no apartamento dele e ele ajeitou o sofá cama, tirou sua camisa, deitou na cama e me puxou pra cima dele, ele continuou deitado e eu sentei em seu colo, tirei minha blusa e meu sutiã e ele apertou meus seios, comecei a rebolar e percebi que seu membro começava a se animar, o encaixei na minha intimidade e sentei de uma vez só, ele gemeu, comecei a quicar e rebolar pra ele, já estava louca de tesão, olhei pro rosto dele e vi o Luan, imaginei o Luan ali, balancei minha cabeça negativamente e saí de cima dele, fiquei de 4, nessa posição eu não veria o rosto dele, ele ficou de joelhos atrás de mim e voltou a me penetrar, ficamos nessa posição por um tempo, logos após chegamos juntos ao ápice , deitamos e dormimos.

Acordei, olhei para os lados e não achei o Bruno, levantei, vesti minha roupa e logo ele aparece de toalha.
Bruno: Acordou a bela adormecida! – ele sorriu.
Clarissa: Eu preciso ir. – não deixei ele falar nada e fui embora logo, entrei no meu apê, tranquei a porta, tomei um banho, fiz um miojo pra mim e fui pra sala ver TV, passei o dia assim, pensando no que eu fiz, não gosto do Bruno desse jeito, eu ainda amo o Luan, mesmo depois de tudo, não era pra isso ter acontecido. Meu Deus, com que cara eu vou olhar pro Bruno agora? Passei o dia deitada lendo um livro, o Bruno bateu na minha porta umas 10 vezes e eu fiquei calada pra ele pensar que eu não estava em casa, não queria falar com ele, pelo menos não agora.

domingo, 6 de março de 2016

Capítulo 17

Cheguei em São Paulo e tinha um homem muito bonito segurando um cartaz com meu nome, logo pensei “acho que vou gostar daqui rs”, fui até ele:
xxxx: Clarissa?
Clarissa: Sim, sou eu. – sorri pra ele.
xxxx: Prazer, sou o Bruno. – apertamos as mãos e demos um beijo na bochecha. – Eu vou ser seu colega de trabalho.
Clarissa: O prazer é meu. Ah, você é jornalista?
Bruno: Na verdade sou cinegrafista, eu vou te filmar. – ele sorriu.
Clarissa: Ah sim. Você vai me levar onde vou morar, né? Porque não faço ideia de onde é.
Bruno: Tô aqui pra isso. – ele pegou minhas malas e levou até o carro dele, colocou na mala do carro e fechou, entramos no carro e fomos embora conversando. – Primeira vez que vem ao Rio de Janeiro?
Clarissa: Sim.
Bruno: É um lugar agitado, mas você se acostuma. Nós moramos no centro, o bom é que nosso prédio fica bem perto do estúdio de TV onde trabalhamos.
Clarissa: Que bom, né? Você mora lá também?
Bruno: Sim, é um prédio pequeno de 3 andares apenas, lá moram os jornalistas que vieram de outro estado, tipo você e eu.
Clarissa: De onde você veio?
Bruno: Rio Grande do Sul.
Chegamos e ele subiu minhas malas, meu apê ficava no terceiro andar, subimos e ele me mostrou onde eu ficaria, me entregou a chave e eu entrei, ele botou minhas malas na sala.
Bruno: Eu moro bem em frente a você, qualquer coisa pode me chamar.
Clarissa: Certo. Todo mundo que mora aqui, moram sozinhos?
Bruno: Sim, só eu que moro com meu filho. – fiquei surpresa.
Clarissa: Você tem um filho?
Bruno: Sim. – ele tirou o celular do bolso e me mostrou uma foto, eu sorri.
Clarissa: Pensei que era uma criança, qual o nome dele?
Bruno: Não. – ele riu. – O nome dele é Thor.
Clarissa: É lindo.
Bruno: Vou indo nessa, você não vai precisa ir ao estúdio hoje, só amanhã. Então aproveita pra arrumar suas coisas e deixar o apê do seu jeito e não se esqueça que pode me chamar pra qualquer coisa. - ele piscou e saiu.

Fiquei olhando o apê e era super pequeno, não havia cama e sim um sofá cama, a cozinha ficava ao lado da sala sem nenhuma parede pra dividir, o banheiro era minúsculo, havia uma cômoda, uma TV que ficava em cima de um centro, um fogão, uma geladeira e um armário, eu iria deixar aquele apê a minha cara, não achei o tamanho tão ruim, pelo menos assim eu não me sentiria sozinha. Guardei minhas roupas na cômoda e botei meus produtos de higiene no banheiro, percebi que precisava varrer, mas não tinha vassoura, então fui pedir a do Bruno, bati na porta e ele me atendeu sem camisa, quase perco a fala.
Clarissa: É... eu...você pode me emprestar sua vassoura? – ele sorriu.
Bruno: Claro, precisa de mais alguma coisa?
Clarissa: Um balde e um pano de chão. – ele foi buscar e minutos depois voltou, peguei tudo. – Obrigada.
Bruno: De nada. Eu vou ligar pra pedir meu almoço, você quer também.
Clarissa: Claro.
Bruno: Gosta de frango à parmigiana?
Clarissa: Gosto muito.
Bruno: Vou pedir pra nós dois então, quando chegar eu te chamo.

Voltei pro meu apê, varri tudo e passei o pano. O meu novo lar ficou lindo e limpo, decidi tomar um banho, terminei, ouvi a porta bater e fui atender, era o Bruno, ele ia falar alguma coisa, mas seus olhos caíram sobre meu corpo, quando deu por mim estava de toalha, morri de vergonha.
Bruno: Vim trazer seu almoço. – ele tinha um sorriso nos lábios e que sorriso.
Clarissa: Obrigada. – peguei a sacola. – Quanto te devo?
Bruno: Nada, é por minha conta.
Clarissa: Muito obrigada. – sorri sem graça e ele foi embora. Fechei a porta rapidamente, que vergonha Senhor. Vesti uma roupa, penteei o cabelo e fui ver um pouco de tv, ouvi meu celular, era o Luan, resolvi atender.

Clarissa: Alô?
Luan: Clarissa, onde você tá? Pelo amor de Deus!
Clarissa: No Rio de Janeiro.
Luan: O que você tá fazendo aí?
Clarissa: Não é da sua conta, me esquece.

Desliguei na cara dele e continuei vendo a TV. Decidi falar com a Dani pelo whats.

C: AMIGA!!
D: AGORA TU DA SINAL DE VIDA, PORRA!
C: DESCULPA, DEIXA EU TE CONTAR UM BABADO!! – contei tudo sobre o Bruno.
D: MULHER, JÁ COMEÇOU BEM!
C: O Luan me ligou e eu atendi, porém desliguei na cara dele.
D: Ele veio aqui atrás de você de novo, eu disse que você viajou, fiz mal?
C: Não amiga, eu disse pra ele que tava no ErreJota e mandei ele me esquecer.
D: Espero que você consiga esquecer ele.
C: Eu vou sim.

Continuamos conversando besteiras, até que ouço a porta bater novamente, era o Bruno.
Bruno: Você quer sair pra jantar comigo?
Clarissa: Eu não sei, estou muito cansada.
Bruno: Eu posso pedir uma pizza então e a gente assiste um filme na minha casa.
Clarissa: Tudo bem, daqui a pouco chego lá.
Ele saiu e eu fui me ajeitar, botei um shortinho jeans simples e uma blusinha de alcinha, passei perfume, ajeitei meu cabelo e fui, bati na porta e ele atendeu, entrei e sentei no sofá, o apê dele era igual ao meu no tamanho, mas havia bem mais coisas lá, a TV dele era enorme. 
Bruno: Que filme quer assistir? – ele falou pegando vários dvds.
Clarissa: Qualquer um, menos terror. – nesse momento o cachorro dele pulou no meu colo e deitou, fiquei fazendo carinho nele.
Bruno: Ele gostou de você. – falou sorrindo.
Passamos a noite conversando, vendo filmes e comendo muito. Não teve nada demais, nenhuma má intenção, ali havia apenas duas pessoas se divertindo juntas.

quinta-feira, 3 de março de 2016

Capítulo 16

LUAN  NARRANDO

Tava com muita raiva da Clarissa, ela preferiu ficar lá com aquele mauricinho do que vir comigo, saí de lá, peguei meu carro e fui até a boate que eu costumava ir quando era solteiro, pedi uma vodca e bebi de uma vez, pedi mais uma e fui bebendo como se minha raiva fosse sair ali.


CAMILA NARRANDO

Estava numa boate com umas amigas quando vi o Luan no bar se acabando de beber, ele já estava no brilho, vi ali a chance da minha vingança, chamei uma amiga minha em particular.
Camila: Laura, preciso da sua ajuda.
Laura: Pode falar...
Camila: Tá vendo aquele cara ali? – apontei pro Luan.
Laura: Sim, um pão. – ela mordeu o lábio.
Camila: Pois é, preciso que você vá lá e seduza ele.
Laura: Fácil.
Camila: Mas você tem que fazer ele te levar pra casa dele, beleza?
Laura: Por quê? – contei tudo pra ela e acertamos o plano, ela foi até ele e eu fiquei observando-os de longe, uns 15 minutos depois eles saíram.

LUAN  NARRANDO

Estava bebendo pra caralho, já não estava mais em mim, quando uma loira super gostosa veio falar comigo, começamos a conversar.
Laura: Podíamos ir a um lugar mais calmo.
Luan: Bora pro motel.
Laura: Não, não gosto de motel, vamos pra sua casa.  cocei a cabeça e concordei. Pegamos um táxi porque eu não estava em condições de dirigir, chegamos na minha casa e ela me beijou, a levei até o quarto e ela começou a tirar a roupa dela, não sei o que deu em mim, mas eu sentei na cama e comecei a chorar.
Luan: Não posso fazer isso.
Laura: Por que não?
Luan: Eu amo a Clarissa, porra.
Laura: Você tá sentimental por causa da bebida.
Luan: Não caralho, eu a amo. – continuei chorando e acabei dormindo, não lembro mais de nada, só sei que acordei com a Clarissa gritando.


CLARISSA NARRANDO

Saímos bem cedo de lá e o Guilherme me deixou em casa, quando cheguei procurei o Luan e me deparei com a pior cena que eu podia ter visto naquela hora. Ele estava dormindo só de cueca com uma vadia só de peças íntimas ao lado dele, comecei a bater palma bem forte e falar bem alto pra eles acordarem.
Clarissa: QUE CENA LINDA, MUITO LINDO TUDO ISSO, NÉ LUAN RAFAEL? VAMOS ACORDEM!
Ele acordou assustado, olhou pra mim e em seguida olhou pra mulher ao seu lado, ele parecia confuso, mas ignorei. Taquei uma almofada na puta fazendo ela acordar.
Clarissa: SAI DAQUI, AGORA! – ela pegou sua roupa do chão e saiu correndo, virei pro lado. – Por que fez isso, Luan?
Luan: Lissa, não aconteceu nada, eu juro.
Clarissa: Luan, eu vi, ninguém me falou, eu vi com meus próprios olhos, ok? – peguei uma bolsa e comecei a colocar minhas coisas dentro, continuei puxando as roupas com força até que uma caixa caiu no chão, a peguei e joguei em cima dele. – Tá aí a merda do teu presente de aniversário. – ele pegou mas não abriu.
Luan: Lissa, não faz isso, vamos conversar. – ele segurou meu braço.

Clarissa: Luan, eu sabia como você era desde o começo e mesmo assim fui burra o suficiente pra acreditar que você havia mudado, não precisa fazer esse teatrinho todo, você nem queria casar mesmo, já conseguiu o que queria, agora estou indo embora. – puxei meu braço com força fazendo ele soltar, botei a bolsa nas costas. – Mas não se preocupe, Luan, porque eu não quero NADA do que você conseguiu graças a MIM! – saí e bati a porta com força. Eu não tinha pra onde ir, o único jeito era ir a casa da Dani, eu não havia derramado uma lágrima ainda, mas assim que ela abriu a porta eu desabei.


LUAN  NARRANDO

Ela saiu e eu continuava sem acreditar, eu não me lembro de ter transado com aquela garota, caramba a Clarissa foi embora por culpa minha. Olhei para o lado e vi a caixa que ela jogou em cima de mim dizendo ser meu presente de aniversário, meu aniversário ainda é na semana que vem, mas resolvi abri, era um álbum de fotografias, ali estava repleto de fotos nossas e em cada foto havia uma legenda.

“O meu amor tem um jeito manso que é só teu.”
“O amor é uma viagem, valeu pela carona.”

“Só de ter te conhecido a minha vida já valeu.”

Eu olhava cada foto e lembrava de cada momento, quando percebi eu estava chorando. Luan Rafael Domingos Santana chorando por uma mulher, quem diria? Deitei e fiquei pensando numa forma de fazer a Lissa me perdoar, eu não podia perder essa mulher de jeito nenhum.


CLARISSA NARRANDO
1 SEMANA DEPOIS

Durante toda a semana eu não quis sair da casa da Dani, eu chorava dia e noite, o Luan ligava, mandava mensagem e eu ignorava tudo, ele chegou até a vim na casa da Dani mas ela disse que eu não estava aqui. Acordei na segunda-feira bem disposta a dar a volta por cima, daquele dia em diante eu não iria mais chorar, iria seguir em frente, me dedicar aos estudos e ao meu trabalho. Me arrumei e fui para a faculdade, as aulas ocorreram normalmente, de lá fui direto para o trabalho, assim que cheguei o meu chefe me chamou na sala dele, entrei e sentei.
xxxx: Clarissa, você tem se destacado muito por suas notas e sua dedicação, então quero fazer uma proposta pra você. – eu o observava atentamente. – Você gostaria de sair de São Paulo pra ir trabalhar no Rio? Nossa TV está precisando de alguém como você para trabalhar lá, hospedagem garantida já totalmente por nossa conta. – eu abri um sorriso enorme, nem podia acreditar no que estava acontecendo, era a oportunidade perfeita pra crescer na vida e esquecer o Luan.
Clarissa: Eu quero sim, com certeza.
xxxx: Você viaja amanhã.
Clarissa: Perfeito.
xxxx: Faças as malas e boa viagem. – apertamos as mãos e eu saí de lá pulando de felicidade. Corri pra casa da Dani e contei a novidade a ela, a princípio ela não queria que eu fosse, mas eu a consegui convencê-la de que era o melhor pra mim. Ela me ajudou a fazer minha mala, jantamos e fomos dormir. 
Acordei, fiz minhas higienes e me arrumei, a Dani e o Gui me levaram ao aeroporto, nos despedimos e eu embarquei, sentei no meu lugar e o avião decolou, olhei pela janela e fui vendo São Paulo ficando minúsculo, ali eu estava dando adeus as coisas ruins que aconteceram comigo, estava dando adeus ao Luan.

Capítulo 15

LUAN   NARRANDO

Quando eu estava indo até a Clarissa, vi a Camila saindo com um cara, resolvi dar uma lição nela pra parar de ser vadia, depois só ouvi a gritaria, morri de rir daquela cena. Estava no carro indo embora com a Lissa, nós riamos eternamente.
Clarissa: Ainda não acredito que você fez isso.
Luan: Ela mereceu, quem sabe agora ela aprenda a parar de ser piranha, né?!
Clarissa: Sei não, uma vez piranha, sempre piranha.
Estava passando por uma avenida super movimentada e os vidros do carro estavam abaixados, até que senti uma mão sobre minha perna, mordi meu lábio, pensei que ela ia ficar fazendo apenas um carinho, mas não, ela colocou a mão por dentro da minha calça, ficou de joelhos no banco e começou a "brincar" com o meu membro.
Luan: Amor, eu tô dirigindo. – ela parou.
Clarissa: Quer que eu pare?
Luan: Claro que não. – Forcei a cabeça dela contra meu membro e voltei a dirigir, o meu corpo arrepiava todo, tava difícil me concentrar na pista, até que o sinal ficou vermelho, quase ultrapasso mas consegui parar, eu gemia enquanto ela chupava, percebo que estou sendo observado, quando olho pro lado vejo um senhor num carro olhando tudo com cara de inveja, abri um sorrisão pra ele e fiz sinal de legal, nisso a Clarissa levantou a cabeça e perguntou o que tava acontecendo. – Nada não, continua vai. – fiz carinho no rosto dela e ela voltou ao serviço, virei pro senhor e dei tchau, ele me olhou com aquela cara tipo “esse cara é foda” e acenou de volta. O sinal abriu e eu entrei numa rua onde não havia ninguém, encostei o carro, fechei os vidros e abaixei meu banco, a Lissa entendeu logo e tirou seu salto e sua calcinha, ela sento no meu colo com uma perna de cada lado e levantou seu vestido, encaixou meu membro em sua intimidade e começou a quicar, ela quicava, rebolava e gemia, dentro do carro só se ouvia o barulho do seu corpo batendo no meu e nossos gemidos, os vidros já estavam ficando embaçados, ela foi aumentando o ritmo das quicadas, segurei na cintura dela e fui a ajudando a se movimentar , avisei que ia gozar e ela sentou nas minhas pernas, gozei na coxa dela e ela deitou por cima de mim, ambos estavam com o corpo mole e a respiração ofegante. Ela saiu de cima de mim e voltou pro seu banco, prendeu seu cabelo e pegou sua calcinha, puxei a mesma da mão dela e guardei no bolso.
Clarissa: Ei, devolve!
Luan: Vou guardar como lembrança desse dia.
Clarissa: Você é ridículo! – rimos – Tô com fome, me leva pra comer?
Luan: Depois dessa eu te levo pra onde você quiser. – dei um selinho nela e fomos a Subway.


CLARISSA  NARRANDO

Estava no melhor do meu sono quando sinto a cama vibrando, era meu celular, quando vi tinha umas mil mensagens da Dani no whats e ela continuava enviando mais.

D: ACORDA! ACORDA! CLARISSA, PORRA ACORDA! ACORDA CARAMBA! ACORDA! CLARISSA CACHORRA, ISSO NÃO É HORA DE DORMIR! ACORDA!
C: QUE FOI PORRA?
D: Bom dia, flor do dia!!
C: SÃO SEIS HORAS DA AMANHÃ, DANIELA –‘
D: Eu sei, liguei pra te chamar pra ir à um apê que minha tia me emprestou, ele é bem em frente a praia, mas senão quiser ir tudo bem...
C: De que horas?
D: Passo pra te pegar em meia hora.
C: Ok, vou me arrumar

Levantei com cuidado pra não acordar o Luan, fui ao banheiro, tomei um banho, fiz minhas higienes, peguei um biquíni, me vesti, estava arrumando minha bolsa quando o Luan acordou.
Luan: Mô, vem pra cama. – ele abriu mais os olhos – Ei, onde você vai?
Clarissa: A Dani me convidou pra ir à praia, tem problema?
Luan: Não não, pena que tenho que trabalhar. – ele fez biquinho, fui até ele e dei um selinho.
Clarissa: A noite estarei aqui, tá? – a Dani enviou uma mensagem avisando que havia chegado – Vou nessa. – dei outro selinho nele.
Luan: Se cuida.
Saí de casa e entrei no carro.
Clarissa: Bom dia Dani, bom dia Gui. – sorri pra eles.
Daniela: Bom dia, cachorra.
Guilherme: Bom dia, Lissinha.
Dani: Olha, vamos ter que ir buscar mais uma pessoa, tá?
Clarissa: Tudo bem.
10 minutos depois paramos em frente a uma casa, quando vejo a porta do carro abrir era o Renato, ele sentou do meu lado e fechou a porta.
Renato: Bom dia, gente.
Clarissa: Oi, Renato.
Renato: Clarissa, como vai?
Clarissa: Vou bem, você saiu da faculdade?
Renato: Me transferi pra outra.
Clarissa: Ah sim.
A Dani colocou umas músicas pra tocar e nós duas cantávamos feito loucas, os meninos riam muito da nossa cara. Uns 45 minutos depois chegamos no tal apartamento, estacionamos e subimos, o apê era enorme e a varanda era bem de frente pra praia, a vista era linda. Olhei todo o apê, entrei no banheiro, tirei uma foto no espelho e postei nos Instagram.
Daniela: Bora pra praia.
Clarissa: Bora.

Fomos à praia tiramos várias fotos, postei algumas no insta.


Logo o Luan curtiu e comentou “Linda e minha.” , sorri e a Dani me chamou, fui até eles. Depois fomos pra água, brincamos, rimos muito, nos divertimos bastante, já era quase meio-dia.
Clarissa: Tô com fome.
Daniela: Eu também.
Guilherme: Vi uma Burger King aqui perto, bora lá?
Fomos na Burger King, comemos, voltamos ao apartamento e ficamos conversando até umas 15:00 horas.
Clarissa: Nós vamos embora de que horas?
Daniela: Não vamos hoje.
Clarissa: O quê? Eu falei pro Luan que estaria em casa à noite.
Daniela: Liga pra ele vim pra cá.
Clarissa: Não sei se ele vai querer.
Daniela: Não custa tentar.
Peguei meu celular, fui pra varanda e liguei pro Luan.

L: Oi amor.
C: Mô, olha, é que a Dani veio me avisar agora que não vamos embora hoje, então estão convidando você pra cá, e aí?
L: Hum, não sei, onde fica? – passei o endereço pra ele. – Tá bom, chego lá pras 18:00 horas.
C: Tá bom, tô te esperando.

Voltei pra sala e só o Renato estava lá.
Clarissa: Ué? Cadê aqueles dois?
Renato: No quarto. – ele revirou os olhos.
Clarissa: Ahhhh, entendi. – sorri – Nunca cansam...
Renato: Verdade. – riu junto comigo. – E aí, seu marido vem?
Clarissa: Vem sim.
Renato: Será que ele vai gostar de me ver aqui?
Clarissa: Com certeza não, mas vou conversar com ele.
Renato: Sinto muito por aquele dia, eu não devia ter te beijado.
Clarissa: Tudo bem, já passou.
Renato: Amigos?
Clarissa: Amigos!

Apertamos as mãos, até que ouvimos um gemido super alto vindo do quarto, começamos a rir descontroladamente.
ÀS 18:30 o Luan chegou, atendi a porta, ela me deu um selinho e entrou, estávamos comendo, então o levei até a cozinha.
Luan: Boa noite, gente.
Daniela: E aê, cunhado?!
Guilherme: Boa noite, brother.
O Renato apenas acenou com a cabeça. O Luan sussurrou no meu ouvido: Quero falar com você. Então o levei até um quarto e tranquei a porta.
Luan: Por que não me falou que ele tava aqui?
Clarissa: Eu não sabia quando saí hoje de amanhã, e no telefone eu preferi não falar senão você não viria.
Luan: Vamos embora.
Clarissa: Não, eu quero ficar aqui.
Luan: Quer ficar aqui pra quê? Pra poder ficar com ele? Vocês estão ficando?
Clarissa: Luan, para de falar besteira, a gente se beijou naquela vez porque eu não gostava de você, mas agora temos algo real e eu respeito você.
Luan: Mas ele não respeita, porra. – ele estava começando a falar alto.
Clarissa: Nós somos só amigos.
Luan: Amigos?! Tem certeza Clarissa?!
Clarissa: Para com esse ciúme besta, Luan.
Luan: CIÚME BESTA? VOCÊ VAI VIM COMIGO OU NÃO? – pensei em ir, mas eu não podia fazer isso, ele não poder me tratar assim, ele tem que confiar em mim.
Clarissa: Não, eu vou ficar.
Luan: Você que sabe. –  ele saiu, bateu a porta com força e eu comecei a chorar, a Dani entrou no quarto e me abraçou.
Daniela: Você quer que eu peça pro Gui te levar pra casa? – sequei minhas lágrimas.
Clarissa: Não, o Luan tá muito nervoso, melhor eu ir amanhã.
Daniela: Iremos bem cedo, tá? Fica bem, amiga. – ela saiu e eu adormeci.

Capítulo 14

Ela saiu e eu fiquei esperando, até que a Camila apareceu sozinha e veio falar comigo.
Camila: Luanzinho, cadê a sua putinha de estimação?
Luan: Mais respeito com a minha mulher. – ela riu.
Camila: Não precisa pagar de apaixonadinho pra mim, eu sei de tudo, esqueceu?
Luan: Não estou fingindo nada, eu amo a Clarissa.
Camila: Você? Amando alguém? Fala sério!
Luan: As pessoas mudam, Camila.
Camila: Hum, mas se apaixonar por vadia não é uma mudança boa.
Luan: A única vadia que tô vendo aqui é você.
Camila: Saudades de você me xingando assim na cama. – ela se aproximou e deslizou a mão no meu corpo por cima da roupa de uma forma que ninguém percebeu. – Você sabe que pode me ligar ainda, né? – tirei sua mão e apertei o braço dela com força.
Luan: Ando ocupado demais pra perder meu tempo com piranha, por que ao invés de estar aqui tentando me seduzir pra eu ser o décimo cara da lista dos que já te comeram só hoje você não vai cuidar melhor do seu marido?
Camila: Hã? – apontei pra frente e o Marcos estava conversando com a Clarissa – Fala sério, depois você me chama de puta, né? Já que eles estão ali por que não vamos pra um lugar mais calmo?
Luan: Já disse pra respeitar a Clarissa, dá pra ver claramente que ela está tentando sair daquela situação, parece que ele vai tirar ela dali a qualquer momento, olha o olhar dele. E você não se toca mesmo né? Vai dar pra outro e me esquece!
Larguei ela ali morrendo de raiva e fui até onde a Clarissa estava.



CLARISSA NARRANDO


Saí do banheiro e fui andando a caminho do salão onde o Luan estava, no caminho o Marcos me parou.

Marcos: Clarissa.
Clarissa: Olá, Marcos. – sorri sem graça.
Marcos: Está gostando da festa?
Clarissa: Sim, está tudo muito bonito.
Marcos: Nós já nos conhecemos? Tenho a impressão de que já te vi em algum lugar.
Clarissa: Deve ter sido no enterro do meu sogro. – eu olhava para os lados para ver se via o Luan, não queria ficar sozinha com aquele homem.
Marcos: Não, essa sensação de que já te conheço começou lá quando te vi de longe, você me lembra muito alguém.
Clarissa: O Senhor deve estar me confundindo.
Marcos: Não tem como confundir uma beleza como a sua, o Luan é um cara de sorte.
Na mesma hora o Luan me abraçou por trás, soltei um suspiro de alivio.
Luan: Você não imagina o quanto tenho sorte, Marcos. A propósito, sua mulher está te procurando, se não me engano a vi indo para o jardim perto da piscina.
Marcos: Mas lá não tem ninguém, por que ela iria pra lá?
Luan: Não sei, por que não vai lá olhar? – ele nos pediu licença e saiu, eu virei e abracei o Luan.
Clarissa: Esse cara me dá medo.
Luan: Não se preocupe, eu protejo você. – ele beijou minha testa – Agora vamos lá pra perto do jardim porque a festa vai começar agora. – fiquei confusa, mas mesmo assim fui caminhando com ele, chegando lá estava havendo a maior gritaria.



CAMILA NARRANDO

Eu não estava acreditando que o Luan havia me rejeitado por causa daquela vagabunda e o idiota do Marcos estava em cima dela também, eu precisava desestressar, então dei mole pra um cara lá super rico e o levei até o jardim onde não tinha ninguém, começamos a nos beijar debaixo de uma árvore que havia ali, encostei ele na árvore e abaixei sua calça rapidamente, ele enrolou meu cabelo na mão e foi forçando minha cabeça fazendo seu membro chegar na minha garganta, eu nem ligava, adorava ser tratada como puta, eu estava cheia de tesão, levantei e virei de costas pra ele, meu vestido era um tomara que caia bem curto e eu estava sem calcinha, levantei um pouco do meu vestido e empinei a bunda pra ele que rapidamente segurou no meu quadril e colocou seu membro em minha intimidade de uma vez só, apoiei as mãos na árvore e comecei a gemer, ele puxou a parte de cima do meu vestido pra baixo deixando meus seios a mostra, ele os apertava e eu gemia alto, estávamos a um tempo ali loucos de tesão quando ouço a voz do Marcos.
Marcos: QUE PORRA É ESSA CAMILA? – ele gritou furioso, o cara saiu logo dali e eu ajeitei meu vestido.
Camila: Momozin eu posso explicar...
Marcos: MOMOZIN O CARALHO, EU VI O QUE VOCÊ TAVA FAZENDO, NÃO TEM EXPLICAÇÃO, SUA PUTA! – fui chegando perto dele e ele me empurrou, caí no chão. – VOCÊ É UMA VADIA QUE NÃO SABE COM QUEM SE METEU, PEGUE SUAS COISAS DAQUI E SUMA!!
Camila: Mas pra onde eu vou? – nesse momento as pessoas começaram a aparecer e eu estava morrendo de vergonha.
Marcos: TÔ NEM AÍ, PODE IR PRA CASA DE UM DOS TEUS MACHOS OU PRA DEBAIXO DA PONTE, TÔ POUCO ME FODENDO, APENAS SUMA DA MINHA CASA! – ele virou pras pessoas que estavam olhando. – O QUE CÊS TÃO OLHANDO? A FESTA ACABOU, PODEM IR EMBORA, ANDEM!! – olhei pra multidão indo embora e cochichando, de repente avistei o Luan e a Clarissa, eles riam pra se acabar, aposto que isso foi culpa do Luan, ele vai me pagar por me fazer passar por essa humilhação, com certeza vai.

terça-feira, 1 de março de 2016

Capítulo 13

Acordei e o Luan não estava na cama, provavelmente havia ido trabalhar, levantei, fiz minhas higienes e fui pra casa da Marizete, chegando lá uma senhora que trabalha lá me atendeu e me levou até o ateliê da dona Mari, quando entrei ela estava pintando. Havia muitos quadros ali, todos eram muito lindos. Ela me viu, sorriu e veio me abraçar.
Marizete: Minha nora, como vai?
Clarissa: Vou muito bem e a senhora? – sorri pra ela – Eu amei todos os seus quadros, são lindos!
Marizete: Estou bem. Que bom que gostou!
Clarissa: Qual o seu quadro preferido?
Marizete: O que eu pintei para dar de presente ao Luan. Não conte nada a ele, mas vou mostrar a você. – ela pegou um quadro que estava encostado na parede coberto com um pano, ela o descobriu e eu fiquei maravilhada com o que, era uma pintura do Luan, seu pai e sua mãe. – Você gostou?
Clarissa: Estou sem palavras, tenho certeza que o Luan vai amar, eu adorei, ficou perfeito.
Ela ficou super feliz e mais ansiosa ainda pra entregar o quadro, depois fomos tomar um café e conversamos bastante.
Marizete: Como está a vida de casada? Percebi que meu filho mudou muito depois que vocês casaram, ele se tornou um homem mais responsável, o pai dele tinha razão mesmo.
Clarissa: No começo foi um pouco difícil de me acostumar, mas agora eu posso lhe afirmar que estou vivendo o melhor momento da minha vida. Realmente o Luan mudou bastante e pra melhor.
Marizete: Agradeço muito a você, o Luan teve sorte em encontrar uma mulher tão bonita e doce assim. – sorri pra ela, nesse momento meu celular apitou, era uma mensagem do Luan no WhatsApp.

L: Amor, onde você tá?
C: Na casa da sua mãe, porque?
L: Temos uma festa pra ir hoje, aniversário de um sócio da empresa.
C: E você me fala isso agora?
L: Eu esqueci...
C: Tá bom, estou indo pra casa.

Me despedi de dona Mari e fui pra casa, já estava escuro, porém o Luan ainda não havia chegado. Tomei um super banho, sequei meu cabelo e dei chapinha, cacei uma roupa e achei um vestido lindo. O Luan chegou e foi correndo pro banho e eu continuei me arrumando. O Luan ficou pronto primeiro que eu, não entendo como eles conseguem isso, mas okay. Terminei de me arrumar, coloquei o celular no temporizador, tirei uma foto e postei no insta.



LUAN  NARRANDO

Já estava agoniado com a demora da Clarissa, então gritei da sala.
Luan: Vamos, Clarissa!! - na mesma hora ela apareceu e, meu Deus, ela estava perfeita – Você tá tão gostosa.
Clarissa: Amor, pára! – ela ficou vermelha.
Luan: Você vai ser a mulher mais linda da festa. – dei um selinho nela e fomos.
Chegamos na festa e ela estava daquele tipo de festa típica de homem rico de idade, só tocava uma musica calma de fundo, todos bem vestidos conversando em grupinhos, vários garçons servindo bebidas e petiscos, aquela chatice de sempre. A festa era do marido da Camila, o Marcos, mas eu não disse nada a Clarissa senão ela não iria querer vim. Cumprimentamos alguns amigos meus, até que Marcos veio falar conosco, a Camila não estava com ele, acho que tava dando pra algum cara em algum lugar escondido.
Marcos: Luan, que bom que veio. – ele apertou minha mão.
Luan: Não poderia deixar de faltar ao seu aniversário, parabéns!
Marcos: Obrigado! – ele se virou pra Clarissa – Você deve ser a esposa do Luan, certo?
Clarissa: Sim. – ela sorriu sem graça.
Marcos: É um prazer conhecê-la, sou o Marcos, sócio do seu marido. – ele apertou a mão dela também, mas o olhar dele sobre ela era estranho.
Clarissa: O prazer é meu, me chamo Clarissa. – ela também percebeu o olhar dele e eu notei que ela estava meio desconfortável com aquilo.
Logo a Camila apareceu com aquela voz irritante.
Camila: Momozin... – ela abraçou o Marcos por trás e olhou pra mim. – Olá Luan. – apenas acenei com a cabeça.
Marcos: Onde você estava? Te procurei por toda parte.
Camila: Ah, eu...
Clarissa: Aposto que a Camila estava bem ocupada cuidando de todo para deixar os convidados felizes, né Camila? – ela falou ironicamente e eu tive vontade de rir, mas me segurei.
Camila: Claro. – ela sorriu sem graça.
Marcos: Vocês já se conhecem?
Clarissa: Claro, já nos conhecemos há um bom tempo. – elas trocavam olhares como se fossem se atacar a qualquer momento e davam sorrisos bem falsos.
Marcos: De onde? Você nunca me falou que conhecia a esposa do Luan? Você sabia disso? – ele perguntou pra mim.
Luan: Não, eu não sabia. – menti.
Camila: Ela frequenta aquele antigo salão de beleza que eu parei de ir a um tempo, nos conhecemos lá. – ela falou rapidamente antes que Clarissa pudesse falar algo. – Acho que devo ter esquecido de te contar.
Clarissa: Isso, a mesma pessoa que cuidava da Camila lá está cuidando de mim agora e, olha, ele cuida muito bem, que mãos maravilhosas. – deu um sorriso irônico.
Camila: Que bom que estão cuidando de você direitinho. – eu sentia a raiva em suas palavras.
Clarissa: Pode ter certeza que sim.
Marcos: Bom, vou cumprimentar o resto dos convidados, aproveitam a festa. – saíram dali.
Clarissa: Por que não me falou que a festa era dele?
Luan: Porque você não iria querer vim.
Clarissa: Você acha que eu ia perder esse circo? – um garçom passou servindo bebida e nós pegamos.
Luan: Ela deve estar querendo te matar, pensei que iam se atacar aqui mesmo.
Clarissa: Não tenho medo dela, mas aquele cara me olha de um jeito estranho.
Luan: Percebi isso também, quer que eu tome uma providência?
Clarissa: Não precisa, deixa isso quieto, é aniversário dele.
Luan: Certo, mas se ele fizer algo com você eu não respondo por mim.
Clarissa: Calma, meu amor. – ela me deu um selinho. – Vou ao banheiro, tá? Fica aqui.

Capítulo 12

CLARISSA  NARRANDO

Era noite e estava muito frio, então me vesti, chamei o Luan para passearmos um pouco na beira do mar.
Clarissa: Que noite linda! – a lua estava cheia e havia muitas estrelas no céu, decidimos sentar na areia.
Luan: Só não está tão linda quanto você! – eu sorri e ele me deu um selinho, então ele sentou e eu sentei entre suas pernas – Quero te falar e te dar uma coisa. 
Clarissa: O quê?  ele me virou de frente pra ele e olhou nos meus olhos.
Luan: Eu gosto de você! Nunca imaginei que isso iria acontecer, sabe? Mas você é especial e despertou em mim coisas que eu nunca havia sentido na vida, você esteve do meu lado quando mais precisei, você me aguenta, você é divertida, tem um grande futuro... Cara é impossível não se apaixonar por você... – ele botou a mão no bolso, tirou uma caixinha de veludo e me deu.
Clarissa: O que é isso?
Luan: Abra! – abri e era um colar, era muito lindo, dei a ele, virei de costas, segurei meu cabelo, ele colocou o colar em mim e deu um beijinho no meu pescoço que me fez arrepiar.
Clarissa: Muito obrigada, é muito lindo, eu adorei!! – eu estava bem sorridente e ele também.
Luan: Eu te amo, Clarissa. – ele sorriu – Mesmo que você tenha me negado sexo. – dei um tapa no braço dele.
Clarissa: Eu também te amo, Luan. – ele botou a mão na minha nuca e me beijou, foi um beijo calmo e sem más intenções, ele me abraçou forte e eu deitei a cabeça no seu ombro. Ficamos namorando à luz do luar, sem safadeza alguma, apenas trocando carinhos. Eu estava muito feliz, não esperava por isso, essa com certeza era uma noite que eu nunca iria esquecer.

Chegamos em casa na segunda à tarde, o Luan foi dormir e eu peguei meu celular pra ligar pra Dani.

D: Alô?
C: Dani!
D: Não grita!
C: Desculpa, preciso te contar uma coisa.
D: Fala, amiga.
C: O Luan disse que me ama.
D: AI MEU DEUS DO CÉU, JURA?
C: Sim e me deu um colar lindo.
D: Arrasou!
C: Tô muito feliz.
D: Imagino, fico feliz que vocês estejam se acertando.
C: Essa semana vou aí na tua casa, eu preciso da tua ajuda, o aniversário do Luan é semana que vem, preciso fazer algo legal, não quero comprar um presente, quero fazer.
D: Eu sempre faço os presentes pro Gui e ele ama, você podia fazer...

Ficamos conversando, ela me deu muitas dicas de presentes e um me agradou muito, irei fazer ele, desliguei e fui pra cozinha. Tive a ideia de fazer um jantar, eu raramente cozinhava, a gente sempre pede comida pronta, então decidi cozinhar. Estava cortando umas verduras pra salada quando senti alguém me abraçando por trás.
Luan: Hum, que cheiro bom.
Clarissa: E eu nem botei perfume. – sorri.
Luan: Tô falando da comida. – ele começou a rir da minha cara e foi em direção ao fogão fuçar as panelas. – O que cê tá fazendo? Devo deixar os bombeiros em alerta?
Clarissa: Ha ha ha, o senhor é muito engraçado, o que eu estou fazendo é surpresa.
Luan: Tá certo então, vou tomar um banho e daqui a pouco volto pra ver essa surpresa. – ele me deu um selinho.
Clarissa: Tenta ficar mais cheiroso que a comida, tá? – falei rindo.
Luan: Eu nem preciso de banho pra ficar cheiroso, quer ver? – ele levantou o braço e botou minha cabeça debaixo dele pra cheirar sua axila, o empurrei. – Viu? – ele ria muito.
Clarissa: Você é nojento, vai logo tomar banho.
Luan: Tô indo, madame. – ele foi pro banho e eu continuei a fazer a comida, logo ficou pronta e eu arrumei a mesa, tudo estava perfeito.

Quando ele chegou na cozinha passou segundos olhando pra mesa e depois me olhou.
Luan: Você fez estrogonofe de frango? – seus olhos brilharam.
Clarissa: Sim, você não gosta?
Luan: Eu amo!! Bom, a cara tá boa, mas se tá gostoso eu não sei, vou saber agora! – ele sentou rapidamente, pegou um prato e se serviu de estrogonofe, arroz branco e batata palha, logo começou a comer e sorriu.
Luan: Isso tá incrível, parabéns!

Fiquei super feliz, sentei e me servi também. Comemos bastante, depois ficamos namorando na sala e jogando conversa fora. Mal dava pra acreditar que eu estava vivendo uma vida de casada realmente.

Capítulo 11

CLARISSA  NARRANDO

Estávamos a caminho da casa da mãe do Luan, ainda acho estranho dizer “minha sogra” rs. Quando chegamos fomos recebidos com muita simpatia, a mãe do Luan era um amor. O jantar estava delicioso, depois que comemos fomos para a sala conversar um pouco.
Marizete: Eu os chamei aqui não só pra matar as saudades, mas sim pra dar um presente a vocês.
Luan: Presente?
Marizete: Sim, lembra daquela casa na praia que íamos as vezes? – o Luan balançou a cabeça positivamente – O seu pai deixou aquela casa pra mim, mas eu quero dá-la a você.
Luan: Pra mim? Sério?
Marizete: Sim filho, sei que vai aproveitá-la melhor que eu.
Luan: Poxa mãe, obrigado mesmo.
A Mari levantou e foi até o quarto dela, segundos depois voltou com uma chave na mão e entregou ao Luan.
Luan: Acho que vou aproveitar suas férias, Clarissa, para irmos lá.
Clarissa: Por mim tudo bem. – sorri.
Marizete: Que bom que gostaram do presente.
Clarissa: Adoramos. É, Mari, como o Luan falou eu estou de férias, então eu gostaria de poder vim aqui as vezes, pra fazer companhia a senhora.
Marizete: Ô minha filha, pode vim eu vou adorar, você é muito bem-vinda nessa casa.
Clarissa: Então eu venho, e quero ver sua pinturas.
Conversamos bastante e depois fomos embora, no caminho o Luan veio me falando sobre a casa, ele estava bem animado pra ir lá e a animação dele estava me contagiando também.


LUAN  NARRANDO

Eu estava muito animado pra ir a casa da praia, eu amava ir lá quando criança, então convenci a Clarissa a irmos no domingo bem cedo, pegamos a estrada quando ainda tava escuro, a Lissa foi dormindo durante a viagem toda, quando chegamos já estava claro. O lugar é deserto, não há casas muito perto e é bem em frente a praia. Entramos e estava tudo como da última vez que fui lá, corri ao meu antigo quarto e estava do mesmo jeito, só que nada tinha poeira, o caseiro trabalha pra nós há anos e trabalha muito bem, ele mantém tudo em ordem. Deixei ela dormindo no quarto e fui falar com o caseiro.
Luan: Zé?
Zé: Opa Luanzinho, que bom revê-lo, já é um homem crescido, faz tempo que não aparecem por aqui. – ele apertou minha mão e me deu um abraço e eu sorri pra ele. – Como está seu pai e sua mãe?
Luan: Meu pai faleceu, infelizmente. – seu sorriso sumiu e ele ficou triste.
Zé: Ele era um grande amigo, sinto muito.
Luan: Faz dois meses, foi uma grande perda pra todos nós.
Zé: E sua mãe, como está depois disso?
Luan: Vive a base de remédios, mas encontrou paz na pintura.
Zé: Sua mãe sempre pintou muito bem. Mas o que o trouxe aqui?
Luan: Vim passar uns dias com a minha esposa. – sorri.
Zé: Está casado? Estou mesmo muito velho, você era um menino até ontem.
Luan: Pois é, o tempo passa rápido, depois lhe apresento minha esposa, ela deve estar dormindo, por falar nisso tenho que ir acordá-la.
Zé: Tá certo, qualquer coisa pode me chamar.

Voltei pra casa e corri pro quarto, ela parecia um anjo dormindo, fui me aproximando devagar e deitei ao lado dela, comecei a encher o rosto dela de beijinhos, sussurrei no seu ouvido: acorda, dorminhoca. Ela bocejou e abriu os olhos com dificuldade, levantou e foi ao embora, escovou os dentes e voltou.
Clarissa: Agora sim. – ela deitou por cima de mim e me beijou, ela estava usando apenas uma camisa minha e calcinha, botei minha mão por dentro da camisa e apertei seus seios, continuei apertando e a beijando, ela levantou os braços para eu tirar a camisa e o fiz rapidamente, comecei a brincar com cada parte do seu corpo, ela me olhou com uma cara bem sensual e me chamou com o dedinho, ela gemia baixinho, aquilo estava me dando um tesão absurdo, seus gemidos aumentaram e logo após ela chegou ao seu ápice, fui beijá-la.
Luan: Melhor café da manhã. – mordi o lábio dela.
Clarissa: Agora não, amor. – olhei pra ela sem entender.
Luan: É sério?
Clarissa: Desculpa amor, mas eu tô com fome.
Luan: Olha eu aqui todinho pra você.
Clarissa: Não amor, preciso comer comida mesmo, mais tarde você ganha o seu. – ela piscou pra mim e vestiu uma roupa dela.
Luan: Clarissa, não acredito que você vai me deixar assim. – apontei pra baixo e ela riu – Só um pouquinho, vai.
Clarissa: Mais tarde, prometo.
Luan: Você me usou e jogou fora.
Clarissa: Para de drama, te espero lá embaixo.
Ela saiu e me deixou lá, não acredito que a Clarissa fez isso comigo, tranquei a porta, sentei na cama e fiquei olhando pro meu membro que continuava ereto, só havia um jeito. Segurei nele e comecei a me masturbar, fechei meus olhos e fiquei pensando na Clarissa, eu não fazia isso desde a minha adolescência, sacanagem da Clarissa. Continuei lá por um tempo e logo após desci.

Quando cheguei lá embaixo encontrei a Lissa na cozinha tomando um iogurte.
Clarissa: Demorou, o que você tava fazendo?
Luan: Sexo.
Clarissa: Sozinho?
Luan: Uhum. A minha esposa me deixou na mão, coisa que nenhuma mulher pensou em fazer um dia, aquilo foi maldade, Clarissa.
Clarissa: Ai Luan, eu só não tava afim, ainda não tinha comido nada, estava fraca, e se eu desmaiasse durante o sexo?
Luan: Eu continuaria até você acordar. – sorri e ela me mostrou a língua.
Clarissa: Você é um idiota!
Ela levantou e subiu pro quarto, tomei meu café da manhã e subi também, quando entrei ela estava só de toalha, deitei na cama e fiquei olhando.
Clarissa: Quero trocar de roupa, você pode me dar licença?
Luan: Fala sério, já vi tudo isso, minha boca já percorreu cada canto desse corpinho, vem aqui, vem.  ela veio e sentou no meu colo.
Clarissa: Vamos tomar um banho de piscina?
Luan: Você que manda. – trocamos de roupa e fomos pra piscina, entramos na mesma.
Clarissa: Duvido você chegar no outro lado mais rápido que eu.
Luan: Ultimamente o teu espirito competitivo tem atiçado muito, mas vamos. – ficamos um do lado do outro e começamos a nadar, cheguei primeiro que ela, logo ela começou a jogar água em mim, a puxei e a beijei, ela terminou o beijo com um selinho e eu fui nadando até a escada da piscina, sentei nela e fiquei observando ela nadando.