domingo, 6 de março de 2016

Capítulo 17

Cheguei em São Paulo e tinha um homem muito bonito segurando um cartaz com meu nome, logo pensei “acho que vou gostar daqui rs”, fui até ele:
xxxx: Clarissa?
Clarissa: Sim, sou eu. – sorri pra ele.
xxxx: Prazer, sou o Bruno. – apertamos as mãos e demos um beijo na bochecha. – Eu vou ser seu colega de trabalho.
Clarissa: O prazer é meu. Ah, você é jornalista?
Bruno: Na verdade sou cinegrafista, eu vou te filmar. – ele sorriu.
Clarissa: Ah sim. Você vai me levar onde vou morar, né? Porque não faço ideia de onde é.
Bruno: Tô aqui pra isso. – ele pegou minhas malas e levou até o carro dele, colocou na mala do carro e fechou, entramos no carro e fomos embora conversando. – Primeira vez que vem ao Rio de Janeiro?
Clarissa: Sim.
Bruno: É um lugar agitado, mas você se acostuma. Nós moramos no centro, o bom é que nosso prédio fica bem perto do estúdio de TV onde trabalhamos.
Clarissa: Que bom, né? Você mora lá também?
Bruno: Sim, é um prédio pequeno de 3 andares apenas, lá moram os jornalistas que vieram de outro estado, tipo você e eu.
Clarissa: De onde você veio?
Bruno: Rio Grande do Sul.
Chegamos e ele subiu minhas malas, meu apê ficava no terceiro andar, subimos e ele me mostrou onde eu ficaria, me entregou a chave e eu entrei, ele botou minhas malas na sala.
Bruno: Eu moro bem em frente a você, qualquer coisa pode me chamar.
Clarissa: Certo. Todo mundo que mora aqui, moram sozinhos?
Bruno: Sim, só eu que moro com meu filho. – fiquei surpresa.
Clarissa: Você tem um filho?
Bruno: Sim. – ele tirou o celular do bolso e me mostrou uma foto, eu sorri.
Clarissa: Pensei que era uma criança, qual o nome dele?
Bruno: Não. – ele riu. – O nome dele é Thor.
Clarissa: É lindo.
Bruno: Vou indo nessa, você não vai precisa ir ao estúdio hoje, só amanhã. Então aproveita pra arrumar suas coisas e deixar o apê do seu jeito e não se esqueça que pode me chamar pra qualquer coisa. - ele piscou e saiu.

Fiquei olhando o apê e era super pequeno, não havia cama e sim um sofá cama, a cozinha ficava ao lado da sala sem nenhuma parede pra dividir, o banheiro era minúsculo, havia uma cômoda, uma TV que ficava em cima de um centro, um fogão, uma geladeira e um armário, eu iria deixar aquele apê a minha cara, não achei o tamanho tão ruim, pelo menos assim eu não me sentiria sozinha. Guardei minhas roupas na cômoda e botei meus produtos de higiene no banheiro, percebi que precisava varrer, mas não tinha vassoura, então fui pedir a do Bruno, bati na porta e ele me atendeu sem camisa, quase perco a fala.
Clarissa: É... eu...você pode me emprestar sua vassoura? – ele sorriu.
Bruno: Claro, precisa de mais alguma coisa?
Clarissa: Um balde e um pano de chão. – ele foi buscar e minutos depois voltou, peguei tudo. – Obrigada.
Bruno: De nada. Eu vou ligar pra pedir meu almoço, você quer também.
Clarissa: Claro.
Bruno: Gosta de frango à parmigiana?
Clarissa: Gosto muito.
Bruno: Vou pedir pra nós dois então, quando chegar eu te chamo.

Voltei pro meu apê, varri tudo e passei o pano. O meu novo lar ficou lindo e limpo, decidi tomar um banho, terminei, ouvi a porta bater e fui atender, era o Bruno, ele ia falar alguma coisa, mas seus olhos caíram sobre meu corpo, quando deu por mim estava de toalha, morri de vergonha.
Bruno: Vim trazer seu almoço. – ele tinha um sorriso nos lábios e que sorriso.
Clarissa: Obrigada. – peguei a sacola. – Quanto te devo?
Bruno: Nada, é por minha conta.
Clarissa: Muito obrigada. – sorri sem graça e ele foi embora. Fechei a porta rapidamente, que vergonha Senhor. Vesti uma roupa, penteei o cabelo e fui ver um pouco de tv, ouvi meu celular, era o Luan, resolvi atender.

Clarissa: Alô?
Luan: Clarissa, onde você tá? Pelo amor de Deus!
Clarissa: No Rio de Janeiro.
Luan: O que você tá fazendo aí?
Clarissa: Não é da sua conta, me esquece.

Desliguei na cara dele e continuei vendo a TV. Decidi falar com a Dani pelo whats.

C: AMIGA!!
D: AGORA TU DA SINAL DE VIDA, PORRA!
C: DESCULPA, DEIXA EU TE CONTAR UM BABADO!! – contei tudo sobre o Bruno.
D: MULHER, JÁ COMEÇOU BEM!
C: O Luan me ligou e eu atendi, porém desliguei na cara dele.
D: Ele veio aqui atrás de você de novo, eu disse que você viajou, fiz mal?
C: Não amiga, eu disse pra ele que tava no ErreJota e mandei ele me esquecer.
D: Espero que você consiga esquecer ele.
C: Eu vou sim.

Continuamos conversando besteiras, até que ouço a porta bater novamente, era o Bruno.
Bruno: Você quer sair pra jantar comigo?
Clarissa: Eu não sei, estou muito cansada.
Bruno: Eu posso pedir uma pizza então e a gente assiste um filme na minha casa.
Clarissa: Tudo bem, daqui a pouco chego lá.
Ele saiu e eu fui me ajeitar, botei um shortinho jeans simples e uma blusinha de alcinha, passei perfume, ajeitei meu cabelo e fui, bati na porta e ele atendeu, entrei e sentei no sofá, o apê dele era igual ao meu no tamanho, mas havia bem mais coisas lá, a TV dele era enorme. 
Bruno: Que filme quer assistir? – ele falou pegando vários dvds.
Clarissa: Qualquer um, menos terror. – nesse momento o cachorro dele pulou no meu colo e deitou, fiquei fazendo carinho nele.
Bruno: Ele gostou de você. – falou sorrindo.
Passamos a noite conversando, vendo filmes e comendo muito. Não teve nada demais, nenhuma má intenção, ali havia apenas duas pessoas se divertindo juntas.

2 comentários:

  1. Agora Luan tem correr atrás do prejuízo pra largar de ser trouxa. E se ele não correr logo com isso vai perder. Pq Bruninho ta na área 😎 kkkkkkkk
    Beijos!

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    1. verdade, mas será que ele vai ser tão esperto a ponto de ir atrás da Lissa?

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